terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mãe acusa delegado de Polícia Federal de sumir com sua filha de 6 anos de idade

Eliane Alves Freire, professora do município de Guajará, viveu momentos de apreensão neste final de semana. Ela saiu de casa na manhã de sábado, 17, para realizar atividades escolares e deixou a filha de 6 anos de idade, em outra residência, sob a responsabilidade de uma adolescente de 16 anos. Ao retornar para buscar a criança a professora não encontrou a filha que havia sido levada para um passeio com três garotas na companhia do delegado Marcel Nemen da Polícia Federal. A mulher prestou queixa, mas só teve a filha de volta no dia seguinte.
Eliane Alves Freire, professora do município de Guajará, viveu momentos de apreensão neste final de semana. Ela saiu de casa na manhã de sábado, 17, para realizar atividades escolares e deixou a filha de 6 anos de idade, em outra residência, sob a responsabilidade de uma adolescente de 16 anos. Ao retornar para buscar a criança a professora não encontrou a filha que havia sido levada para um passeio com três garotas na companhia do delegado Marcel Nemen da Polícia Federal. A mulher prestou queixa, mas só teve a filha de volta no dia seguinte.

A mãe afirmou que começou a entrar em desespero quando foi informada que a filha tinha saído com a turma e ao anoitecer ainda não havia chegado. Preocupada a professora começou a procurar pela criança e conseguiu ter acesso ao número do celular e entrou em contato com o delegado.

Eliane disse que durante a ligação insistiu para que Nemen revelasse o local onde estava com a criança e as garotas, mas ele se negou em revelar. “Ele dizia que estava em Santa Luzia, perguntava se eu conhecia a vila, dizia que sim e queria saber um ponto de referência para que pudesse encontrar eles com minha filha, mas ele não falava. Depois disse que estavam em Mâncio Lima” – relatou a mãe.

A mulher prestou queixa no Distrito Policial de Guajará e procurou a Delegacia da Policia Federal em Cruzeiro do Sul. Uma equipe de agentes federais entrou em contato com o delegado que informou que estava na cidade de Tarauacá, a mais de 200 quilômetros de Guajará.

Ainda durante a noite a professora tentou ir buscar a filha em Tarauacá, mas devido à chuva forte não foi possível à viatura da Polícia Federal que conduzia a mulher fazer a travessia no porto de Rodrigues Alves. Só por vota das 11 horas da manhã do dia seguinte Eliane encontrou a criança que já estava na metade da viagem de volta para Cruzeiro do Sul.

As garotas que saíram com o delegado e levaram a criança são duas menores, com 16 anos, e uma de 19 anos que não quis ser identificada. Ela alegou serem amigas do delegado e que teriam saído apenas para um passeio. A jovem confessou que sempre saem com Nenen e negou algum envolvimento amoroso. “Saímos para voltar no mesmo dia, mas não foi possível devido à chuva e a criança foi com a gente porque a menina que estava cuidando dela quis levar” – afirmou a garota.

A mãe da criança disse que ficou “revoltada com a atitude irresponsável do delegado” de levar sua filha sem o seu consentimento e avalia a possibilidade de responsabilizar o agente de Polícia Federal. “Estou conversando com um advogado para tomar providências, porque só eu sei o desespero que passei. Ele não podia ter levado minha filha se nem me conhece” – disse a mãe.

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