segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Superintendente Regional da Receita apoia integração fronteiriça do Estado


O superintendente regional da Receita Federal na Região Norte, Esdras Esnarriaga Júnior, esteve na tarde desta segunda-feira, 9, visitando o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Edvaldo Magalhães (PC do B). Acompanhado do delegado do órgão no Estado, Elmar Nascimento, o superintendente veio debater como a Receita pode auxiliar no processo de integração entre Acre e Peru.

O superintendente regional da Receita Federal na Região Norte, Esdras Esnarriaga Júnior, esteve na tarde desta segunda-feira, 9, visitando o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Edvaldo Magalhães (PC do B). Acompanhado do delegado do órgão no Estado, Elmar Nascimento, o superintendente veio debater como a Receita pode auxiliar no processo de integração entre Acre e Peru.

Durante aproximadamente três horas, Magalhães junto com o secretário de Turismo, Cassiano Marques, explanou sobre as vantagens que o estabelecimento de relações comerciais entre empresários acreanos e peruanos poderiam trazer para o desenvolvimento da região, especialmente para a população do Vale do Juruá, mais próxima do Peru embora isolada durante a maior parte do ano do restante do Estado por conta das condições de trafegabilidade da BR-364.

Para o presidente do Legislativo é essencial conseguir o mais rápido possível que seja estabelecido um alfandegamento no aeroporto internacional de Cruzeiro do Sul para receber principalmente os produtos mais escassos para a comunidade do Juruá, como frutas, verduras e legumes. “Por enquanto, precisamos, pelo menos, de um alfandegamento provisório que poderia ocorrer aos finais de semana para suprir as necessidades da população nos meses em que a estrada fica fechada”.

Em agosto a Receita Federal foi uma das parceiras da Aleac e do governo do Estado na entrega da primeira remessa de produtos importados do Peru, que foram apresentados aos cruzeirenses durante a Expojuruá. A idéia agora é dar continuidade a esse trabalho, garantindo periodicidade a essa movimentação de mercadorias e a exportação de produtos acreanos para o mercado consumidor peruano.

Segundo o secretário de Turismo, já existem estudos para a exportação de carne bovina, plástico e até mesmo etanol bem como a importação de cimento e pedras para serem utilizadas na construção civil e obras do governo do Estado como pontes e programas de moradia. Marques ressaltou que essas transações terão uma relação custo-benefício melhor porque mesmo se tratando de produtos importados, as taxas de transporte serão menores que comprando esses mesmos produtos de outro estado brasileiro o que acabaria por reduzir preços para o consumidor final.

Após ouvir atentamente o que foi discutido, Esnarriaga manifestou interesse e vontade para estabelecer uma zona de alfandegamento em Cruzeiro do Sul, mas ressaltou que existem certos trâmites que devem ser realizados antes. “Não é a Receita que cria questões econômicas porque temos interesse no crescimento. O que acho que poderia ser feito é uma pressão dos políticos acreanos para que algumas regras mudem, como por exemplo o estabelecimento de um padrão quantitativo mínimo de pessoas para atender nas fronteiras, o que nos daria efetivo para atender as demandas. A Receita tem limitações, mas isso não pode ser impedimento para o desenvolvimento”.


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