quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Cruzeiro do Sul vai importar 25 toneladas de verduras e frutas do Peru para o período natalino



Empresários e representantes da Receita Federal, Ministério da Agricultura e Infraero reuniram-se nesta terça-feira, 1, para decidir sobre o alfandegamento provisório do aeroporto de Cruzeiro do Sul, tendo em vista a importação de produtos alimentícios - especialmente verduras e frutas - do Peru para o período natalino.Empresários e representantes da Receita Federal, Ministério da Agricultura e Infraero reuniram-se nesta terça-feira, 1, para decidir sobre o alfandegamento provisório do aeroporto de Cruzeiro do Sul, tendo em vista a importação de produtos alimentícios - especialmente verduras e frutas - do Peru para o período natalino.

Flaviano Schneider

Representantes de instituições e empresariado local se comprometeram em colaborar para agilizar o processo


Empresários e representantes da Receita Federal, Ministério da Agricultura e Infraero reuniram-se nesta terça-feira, 1, para decidir sobre o alfandegamento provisório do aeroporto de Cruzeiro do Sul, tendo em vista a importação de produtos alimentícios - especialmente verduras e frutas - do Peru para o período natalino.Empresários e representantes da Receita Federal, Ministério da Agricultura e Infraero reuniram-se nesta terça-feira, 1, para decidir sobre o alfandegamento provisório do aeroporto de Cruzeiro do Sul, tendo em vista a importação de produtos alimentícios - especialmente verduras e frutas - do Peru para o período natalino.


O titular da Receita Federal de Cruzeiro do Sul, Luiz Carlos Emídio da Silva, que compareceu à reunião acompanhado do auditor fiscal da Receita, Telmo Figueiredo, expôs as dificuldades da Receita especialmente no que toca à mão-de-obra e insistiu que os empresários se organizem de maneira a facilitar a atuação da Receita.

Ficou decidido que será realizada uma grande operação em dezembro: no dia 18 vai acontecer um voo entre Pucallpa e Cruzeiro do Sul, outros três no dia 19 e finalmente mais um dia 20. Os voos serão feitos num avião Antonov, com capacidade de carga de cinco toneladas, compreendendo assim que a população do Vale do Juruá vai poder consumir com 25 toneladas de verduras e frutas de ótima qualidade. E o que é mais importante, segundo o presidente da Associação Comercial do Alto Juruá (ACAJ), Marcos Venícius, os produtos serão comercializados a preços até 50% mais baixos. Assim, por exemplo, o tomate, que hoje custa R$ 8 o quilo, sairia por R$ 4. Os empresários estão fazendo uma tabela de preços tendo em vista que há uma série de impostos a serem pagos em transações internacionais, mas a expectativa é de que os produtos poderão ser comercializados pela metade dos preços vigentes hoje.

Marcos Venícius acrescentou que nesses primeiros voos serão importadas verduras e frutas. "Mas esse comércio tende a aumentar por conta da variedade de produtos que existem no Peru. Hoje temos limitações de produtos para trazer, mas com certeza no ano que vem serão liberados outros produtos e só tende a aumentar o comércio entre os dois países", disse.

O presidente da ACAJ contou que em dezembro vai acontecer encontro do presidente Lula com o presidente peruano Alan García em Lima, capital do Peru, quando será feito um acordo entre os dois países para facilitar o intercâmbio comercial. "Vamos prestigiar esse encontro e também pesquisar os produtos viáveis para importação para fazer bons negócios com os peruanos", relatou.

Produtos e passageiros

Presente à reunião, o superintendente federal de Agricultura no Acre, Jorge Hessel, explicou que produtos como alho, batata, tomate, cenoura, beterraba, uva, maçã e outros mais comuns estão autorizados a entrar no país. Segundo ele, os empresários já estão cientes da maneira correta de transportar e de embalar os produtos. Ele informou ainda que após os cinco voos em dezembro, a meta é realizar três todas as sextas-feiras.

Terminal de cargas

O superintendente da Infraero em Cruzeiro do Sul, Osvaldo Dilson Magalhães, explica que o órgão que dirige dá o apoio necessário a esse intercâmbio comercial com o Peru com sua estrutura. "Hoje temos um novo terminal de passageiros, temos locais adequados para a Receita Federal, a Anvisa, para o Ministério da Agricultura e Polícia Federal. Falta apenas adequar esses locais de acordo com as exigências de cada órgão. No caso da Receita Federal, temos que adequar o mobiliário e os sistemas. Hoje o aeroporto continua internacional, não é alfandegado por uma questão aduaneira, mas na hora que for necessário a Receita Federal vai alfandegar e nós estamos dispostos a cooperar ao máximo", disse.

Fotos Onofre Brito

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