sábado, 19 de dezembro de 2009

Organizações Big Bran iniciam transporte de perecíveis através de frigorífico fluvial



As primeiras embarcações trazendo produtos, neste período de inverno, de Manaus e Porto Velho chegaram esta semana em Cruzeiro do Sul. Com isso, diminui o risco de desabastecimento na segunda maior cidade acreana. Entre as embarcações que ancoraram ao porto, está um frigorífico fluvial de propriedade da empresa Big Bran, com capacidade para 800 toneladas de carga congelada.

As primeiras embarcações trazendo produtos, neste período de inverno, de Manaus e Porto Velho chegaram esta semana em Cruzeiro do Sul. Com isso, diminui o risco de desabastecimento na segunda maior cidade acreana. Entre as embarcações que ancoraram ao porto, está um frigorífico fluvial de propriedade da empresa Big Bran, com capacidade para 800 toneladas de carga congelada.


A balsa frigorífica chegou à última quarta-feira com uma carga de 600 toneladas de frios, verduras, produtos congelados e ainda uma grande quantidade de refrigerantes. De acordo com o empresário Abraão Cândido, proprietário das organizações Big Bran, o carregamento é suficiente para atender a demanda do comercio local por um período de 60 dias.


“Estamos desembarcando essa carga para continuarmos viajando, pois, se demorasse mais um pouco, a cidade poderia ficar sem refrigerante. O Baré, por exemplo, já havia acabado o estoque na distribuidora e o nosso objetivo é não deixar faltar” – afirmou Abraão.

O transporte de produtos perecíveis em um frigorífico fluvial foi uma iniciativa do próprio empresário que sentiu a necessidade de manter uma regularidade no fornecimento de gêneros alimentícios para seus clientes, mesmo durante o período de inverno em que não é possível trafegar pela BR 364. Atualmente, a empresa conta com duas balsas equipadas com câmeras frigoríficas. “Balsas iguais a essa não existem outras no Brasil e fazemos isso pensando na população porque sou daqui de Cruzeiro do Sul” – ressaltou.

Para realizar a viagem a embarcação levou mais de 40 dias de Manaus à Cruzeiro do Sul. Por isso, teve uma perda de quase 30% dos produtos, principalmente de verduras que chegam estragados na cidade. No porto mesmo, durante o desembarque, os funcionários da empresa fizeram a separação dos alimentos que não servem mais para o consumo.

Para o empresário Abraão Cândido, os comerciantes de Cruzeiro do Sul, enfrentam desafios como em poucas regiões do país e isso prova que são preparados para enfrentar a concorrência que pode vir com a abertura da BR 364. “É muito fácil embarcar uma carreta em São Paulo e com três dias desembarcar na porta do comércio. O grande desafio é ter que encontrar as alternativas e enfrentar o que enfrentamos levando meses até para trazer mercadoria para a cidade” – disse.

Ele afirma que a última viagem feita ao Peru por autoridades e comerciantes acreanos, da qual fez parte, que culminou com o encontro com o presidente Lula, pode trazer mais facilidades para que os empresários do Juruá possam desenvolver duas atividades e baixar o preço de muitos produtos para os consumidores.
“Assim como o presidente falou, estávamos de costas para o Peru e agora vamos ficar de frente com a construção da estrada que liga Cruzeiro do Sul a Pucalpa que foi uma garantia do presidente. Então nós, comerciantes estamos empenhados para nesse processo de integração que vai facilitar a vida de toda população do Juruá” – afirmou.

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