sexta-feira, 5 de junho de 2009

Jovens inseridos no Protejo concluem terceira oficina


Alunos que participam do Programa de Proteção de Jovens em Territórios Vulneráveis – Protejo - encerraram mais uma etapa do curso. Nesta quinta-feira (04) os alunos que foram contemplados com o Projeto que está sendo desenvolvido no CEFLORA – Centro Tecnologia da Floresta – em Cruzeiro do Sul, concluíram uma oficina sobre Estado e Mídia.

Mazinho Rogerio

Alunos que participam do Programa de Proteção de Jovens em Territórios Vulneráveis – Protejo - encerraram mais uma etapa do curso. Nesta quinta-feira (04) os alunos que foram contemplados com o Projeto que está sendo desenvolvido no CEFLORA – Centro Tecnologia da Floresta – em Cruzeiro do Sul, concluíram uma oficina sobre Estado e Mídia.

Duzentos jovens vão receber uma bolsa de 100 reais para se preparar para o mercado de trabalho no CEFLORA. Durante 1 ano, eles vão estudar com a finalidade de obterem formação em cidadania e ao mesmo tempo uma qualificação profissional. O grupo faz parte do – PRONASCI - Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania que está sendo desenvolvido pelo Governo Federal em parceria com o Governo do Estado.

Os integrantes do Programa são jovens que moram em locais considerados de alto risco social. Em Cruzeiro do Sul foram selecionados jovens de oito bairros. O diretor do Ceflora, Evilásio dos Santos ressaltou que a seleção dos participantes foi feita de acordo com as condições socioeconômicas da família.

Nesta quinta-feira, na conclusão da oficina sobre Mídia e Estado, as seis turmas de jovens realizaram visitas às empresas de comunicação da cidade. Durante a oficina, tiveram conhecimentos de como funcionam os meios de comunicação e qual a relação com as entidades de organização social. Foi à terceira oficina que participaram no primeiro mês de aprendizagem.

Os alunos demonstram que estão mais esclarecidos a partir dos conhecimentos adquiridos. Catiane Menezes fala como está sendo a aprendizagem. “Estamos aprendendo muito, já tivemos oficinas sobre cidadania e direitos humanos, coisas que eu não conhecia e agora sei como funcionam” – disse Catiane.





Maria da Glória Barros, que durante a tarde conclui o ensino fundamental, participa do programa na parte da manhã. Ela afirma está otimista com as possibilidades de ingressar no mercado de trabalho a partir do que aprender durante o ano que vai participar de cursos e oficinas. “Sei que para conseguir uma vaga no mercado de trabalho precisamos está qualificados e é isso que estamos tendo oportunidade aqui” – afirmou Glória.
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Aleac lança livro “Tudo Isso Que Chico Foi”


O presidente da Aleac, deputado Edvaldo Magalhães, lança nesta sexta-feira, às 20 horas, no estande de autógrafos da Bienal da Floresta, o livro “Tudo Isso Que Chico Foi – Lembrança e presença de Chico Mendes na Assembleia Legislativa do Estado do Acre”.

O presidente da Aleac, deputado Edvaldo Magalhães, lança nesta sexta-feira, às 20 horas, no estande de autógrafos da Bienal da Floresta, o livro “Tudo Isso Que Chico Foi – Lembrança e presença de Chico Mendes na Assembleia Legislativa do Estado do Acre”.

O livro, de 125 páginas, é um registro dos depoimentos de amigos do líder sindical e ambientalista e de parlamentares durante audiência pública do Senado Federal realizada na Aleac em dezembro passado sobre o legado de Chico Mendes 20 anos depois de seu assassinato.

Logo na introdução, Edvaldo informa que o título “Tudo Isso que Chico Foi” é uma criação involuntária do governador Binho Marques, pois foi pinçado de seu depoimento na audiência pública, onde revela desapontamento por muitas pessoas ainda lhe perguntarem se “Chico foi de fato tudo isso que ele foi”.

Edvaldo lembra que Chico Mendes já esteve no plenário da Aleac, quase que como um réu, convocado pelo então deputado Edmundo Pinto, para explicar o porquê de suas andanças pelo exterior fazendo uma suposta propaganda contra a pavimentação da BR-364. “Os comentários eram de que Chico estava vendendo o Acre, mas o que ele fazia nos Estados Unidos era denunciar o governo brasileiro que não cumpria o contrato com o Banco Mundial que, no financiamento da rodovia, exigia compensações para que a obra não gerasse impactos negativos às comunidades indígenas e seringueiros”, explica. “Chico conhecia detalhes do contrato que os deputados ignoravam. Ele entrou como réu e saiu aplaudido até por deputados da oposição”, revela.

A publicação do depoimento de Chico em sessão ordinária da Aleac é considerada por Edvaldo como o pagamento de uma dívida do Parlamento acreano. A sessão histórica, presidida pelo ex-deputado Manoel Machado, é uma das atrações do livro. Mas há outros relatos surpreendentes que devem encher os acreanos de orgulho. O governador Binho Marques, por exemplo, classifica Chico como um intelectual prático, pois criou o conceito do socioambientalismo, adotado em todo o mundo, quando defendeu os povos da floresta como parte integrante do meio ambiente. Antes, os ambientalistas repeliam tudo o que não fosse árvores e animais.

Todos esses detalhes foram relatados na audiência pública por companheiros de luta de Chico como o governador Binho Marques, o engenheiro e advogado Gumercindo Rodrigues, a antropóloga Mary Alegretti, a senadora Marina Silva, o superintendente do Incra, Raimundo Cardoso, na verdade Carlos Augusto, pois vivia clandestinamente com nome falso. Cardoso patrocinava financeiramente o movimento seringueiro e dava fuga pra Chico Mendes quando a polícia estava no seu encalço. O lado policial do livro está em seu depoimento e no de Gumercindo.

O livro tem depoimentos, também, dos deputados Delorgem Campos, Walter Prado, Donald Fernandes e Moisés Diniz; dos senadores Eduardo Suplicy (SP) e João Pedro (AM), do ex-prefeito de Xapuri, Júlio Barbosa, do primo Raimundo Barros, da esposa Ilzamar, dos filhos Sandino e Ângela e do padre Luiz Ceppi. O livro termina com o depoimento do próprio Chico, resgatado por Edvaldo Magalhães apesar do incêndio que destruiu a Aleac em 1992.

“Muitos livros foram publicados sobre Chico Mendes depois de seu assassinato, muitos intelectuais defenderam teses acadêmicas, até Hollyood fez um filme. Esperamos, com este livro, dar mais uma contribuição para com esta bibliografia”, observa Edvaldo.

Com mil exemplares publicados pela Editora Bagaço, o livro será vendido no lançamento e, em seguida, doado às escolas da rede pública e bibliotecas. A renda obtida com a venda será revertida à Casa de Leitura Chico Mendes.

João Maurício

Agência Aleac