quarta-feira, 24 de junho de 2009

Empresários se animam com integração em Pucallpa



A comitiva que foi à cidade peruana de Pucallpa buscando a integração entre a região e o Estado do Acre não era formada apenas por políticos. Mais de 50 empresários acreanos também participaram do evento, a maioria do Vale do Juruá, outros da capital acreana e apesar das diferenças todos concordaram em um ponto, investir no mercado pucalpino é uma alternativa viável e lucrativa.


A comitiva que foi à cidade peruana de Pucallpa buscando a integração entre a região e o Estado do Acre não era formada apenas por políticos. Mais de 50 empresários acreanos também participaram do evento, a maioria do Vale do Juruá, outros da capital acreana e apesar das diferenças todos concordaram em um ponto, investir no mercado pucalpino é uma alternativa viável e lucrativa.

Nesta quarta, 24, os empresários se reuniram com autoridades e representantes de órgãos estaduais e federais do Brasil e Peru para discutir a melhor forma de fazer essa integração. De acordo com o presidente da Federação Comercial do Acre, Adem Araújo, as duas regiões possuem produtos que interessam a ambas e devem com urgência viabilizar negócios.

Para o deputado federal Gladson Cameli (PP) não apenas Cruzeiro do Sul, mas todas as cidades que formam o Vale do Juruá iriam se beneficiar com a compra de produtos de hortifruti produzidos no Peru, já que haveria uma redução nos preços. "Hoje, quando estamos no período de inverno e a BR -364 se torna quase impossível de trafegar, o quilo dos alimentos pode chegar a R$ 8,00, um absurdo". No lado peruano, a necessidade é de carne bovina que tem produção em grande escala no lado brasileiro da fronteira.

Algumas questões que emperram a solução deste caso como a falta de uma linha aérea ou via terrestre entre as cidades e as questões de alfandegamento e fiscalização também estiveram em pauta. Representantes da empresa aérea peruana StarPeru participaram do encontro e demonstraram interesse no estabelecimento de uma linha regular de vôos entre os países, não apenas para fazer transporte de cargas, mas de passageiros criando uma nova rota turística.

O turismo, aliás, foi um ponto amplamente discutido. De acordo com o secretário de Turismo, Cassiano Marques, a ampliação de rotas turísticas que levem acreanos para os países vizinhos ou vice-versa tem sido uma das prioridades. Ele disse que o governo do Estado do Acre tem visto como benéfico o estreitamento das relações nessa região extrema da floresta amazônica. O secretário aproveitou ainda para convidar os produtores do Peru para participarem da ExpoJuruá, no final de agosto, com o objetivo de despertar nos acreanos um interesse maior pela cultura andina. "Temos no Acre uma grande quantidade de pessoas que viajam para outros lugares do país e queremos apresentar a elas uma alternativa mais econômica e agradável".

A empresa brasileira Expresso Araçatuba vislumbrou uma possibilidade de bons negócios no transporte de cargas e mantimentos para o Peru e vice-versa. Porém, para que tudo isso aconteça é preciso a mobilização de diversos segmentos. Nesse ponto é que entra a bancada de parlamentares federais acreanos. Segundo a líder do bloco, Perpétua Almeida (PC do B), é consenso entre os deputados que essa integração é necessária para o desenvolvimento da área fronteiriça. "A gente percebe em todas essas reuniões que tem ocorrido nos últimos dias que precisamos dialogar com os órgãos federais, mas a bancada está unida e há esse entendimento de que se for necessário mudar a legislação aérea e o que mais for preciso para melhorar a qualidade de vida do nosso povo nós vamos lutar para fazer".

Nos próximos dias a bancada deverá marcar uma série de reuniões com a Infraero, Anvisa e a Superintendência da Receita Federal. Além disso, o governo do Estado se comprometeu a construir um terminal de cargas no aeroporto internacional de Cruzeiro do Sul para receber e enviar produtos. O Encontro Político Comercial entre Cruzeiro do Sul Pucallpa termina nesta quinta, com uma rodada de reuniões com empresários peruanos.

Texto: Yuri Marcel

Foto: Odair Leal

Agência Aleac

César Messias acompanha obras em Feijó



Parque Ambiental do Buritizal será entregue no começo do próximo ano
O vice-governador, César Messias, acompanhado do prefeito de Feijó Juarez Leitão visitou as obras de construção do primeiro Parque Ambiental do município, o Parque Buritizal. O projeto está sendo desenvolvido em parceria entre o Governo do Estado e prefeitura, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES III).

Viviane Teixeira

Parque Ambiental do Buritizal será entregue no começo do próximo ano
O vice-governador, César Messias, acompanhado do prefeito de Feijó Juarez Leitão visitou as obras de construção do primeiro Parque Ambiental do município, o Parque Buritizal. O projeto está sendo desenvolvido em parceria entre o Governo do Estado e prefeitura, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES III).

O parque está localizado na área da antiga pista de pouso, no centro da cidade, e servirá como alternativa de lazer aos moradores de Feijó. De acordo com o secretário de Obras, Eduardo Vieira, os equipamentos são baseados na arquitetura das casas de Feijó. A previsão é de que o parque esteja concluído nos primeiros meses do próximo ano.

Já estão sendo construídas as quadras poliesportivas. Também fazem parte do projeto a construção de calçadas, a elaboração do paisagismo e iluminação diferenciada, quiosques e área para circulação de ciclistas e pedestres. Uma praça também será construída com recursos da emenda parlamentar da deputada Perpétua Almeida.

Para o prefeito os munícipes serão contemplados com o espaço de lazer construído em uma área de quatro hectares em uma região rica em árvores de buriti e açaí. “Essa obra representa muito para Feijó, por ser o primeiro parque ambiental da cidade”. Juarez Leitão destacou ainda que os benefícios já podem ser observados com a geração de emprego e renda. Nessa primeira etapa da construção do parque cerca de 70 pessoas estão trabalhando.

A visita foi acompanhada pelos deputados federais Gladson Cameli, Perpétua Almeida e Nilson Mourão, deputados estaduais, Moises Diniz e Walter, e também pelo senador Tião Viana. “São investimentos como esse que elevam a qualidade de vida das pessoas”, concluiu o vice-governador César Messias.

Transporte de mercadorias para Cruzeiro do Sul, via fluvial, só no próximo inverno



Uma balsa com o último carregamento de farinha, desse período em que se encerra o inverno na região do Juruá, deixa o porto da cidade de Cruzeiro do Sul nesta quarta-feira (25) com destino à cidade de Manaus. Os empresários do ramo de transporte fluvial de mercadorias, que trabalham para o alto Juruá, estão suspendendo os serviços devido o baixo volume de água.

Mazinho Rogerio


Uma balsa com o último carregamento de farinha, desse período em que se encerra o inverno na região do Juruá, deixa o porto da cidade de Cruzeiro do Sul nesta quarta-feira (25) com destino à cidade de Manaus. Os empresários do ramo de transporte fluvial de mercadorias, que trabalham para o alto Juruá, estão suspendendo os serviços devido o baixo volume de água.

Nesse momento já é quase impraticável a navegação de grandes embarcações no rio Juruá e o abastecimento do mercado de Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do estado do Acre, que durante o inverno é feito via fluvial fica comprometido. Esta semana os comerciantes começaram a suspender o transporte pelo de produtos pelo rio.
Enquanto é possível navegar as balsas só param para o embarque e desembarque de mercadorias. A embarcação que deixa a cidade nesta quarta-feira, realizou quatro viagens durante o inverno.

A última, vindo da cidade de Manaus, teve chegada em Cruzeiro do Sul no dia 14 deste mês sem nenhum imprevisto, mas, o proprietário, Thiago Freire, afirma que arriscar uma nova viagem para a região, nesse momento, é correr risco de ter prejuízos.
A balsa com um carregamento de farinha deixa o porto da cidade de Cruzeiro do Sul nesta quarta-feira. A embarcação, considerada de médio porte, tem capacidade para 500 toneladas de carga, mas, por precaução, para não correr risco de ficar no meio caminho, vai seguir viagem com 300 toneladas de farinha, 40% a menos de sua capacidade total.

Algumas balsas com cargas ainda estão seguindo de Manaus e Porto Velho em direção ao Alto Juruá. Os comerciantes acreditam que, se o rio se mantiver com o nível que está no momento por mais uma semana ainda é possível a chegada ao porto de Cruzeiro do Sul, mas, se o volume de água baixar mais um pouco, poderão ser obrigados a fazer o que eles chamam de, transbordo de mercadorias, descarregar as balsas com embarcações menores em pontos rasos do Juruá.


Ilderlei pede a rejeição do projeto que unifica o fuso horário brasileiro



O deputado Ilderlei Cordeiro (PPS-AC) conclamou aos parlamentares das regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste para que se manifestem contra o projeto de lei do senador Artur Virgílio (PSDB-AM) que unifica a fuso horário brasileiro. A matéria tramita na Comissão de Relações Exteriores do Senado, em decisão terminativa, e deve chegar nos próximos dias à Câmara dos Deputados para ser analisado e votado.


Brasília – O deputado Ilderlei Cordeiro (PPS-AC) conclamou aos parlamentares das regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste para que se manifestem contra o projeto de lei do senador Artur Virgílio (PSDB-AM) que unifica a fuso horário brasileiro. A matéria tramita na Comissão de Relações Exteriores do Senado, em decisão terminativa, e deve chegar nos próximos dias à Câmara dos Deputados para ser analisado e votado.

A unificação do fuso horário brasileiro, explicou o deputado, causará inúmeros transtornos para a população acreana que ainda não conseguiu assimilar o novo horário imposto recentemente no Acre, Amazonas e parte do estado do Pará que diminuiu de duas para uma hora a diferença do fuso em relação ao horário oficial de Brasília. “Ao contrário de vários estados que contam com horários definidos, no Acre é preciso levar em consideração alguns fatores. O nascer do sol na Amazônia, por exemplo, chega com duas horas de atraso em relação aos estados de outras regiões do país” – explicou.

Ilderlei Cordeiro disse que no Acre a população reclama todos os dias da medida que mudou o fuso horário e que há, inclusive, uma coleta de assinaturas para convocar um referendo para que a sociedade possa se manifestar sobre a decisão que mexeu com o cotidiano das pessoas. “A mudança do fuso horário acreano era apresentada como uma alternativa viável para o comércio e a comunicação. Agora com a proposta radicalizada de unificação total dos fusos horários, a população se mostra estarrecida e contrariada” – afirmou o deputado.

Ao usar a tribuna da Câmara, Cordeiro fez um veemente apelo aos colegas pela rejeição do projeto de lei do senador Artur Virgílio, por entender que a unificação do horário brasileiro representará inúmeros transtornos para o Acre, afetando negativamente a economia e até mesmo a saúde da população. “Não entendo porque de uns tempos prá cá, a mudança de horário do Acre e dos demais estados da Amazônia tomou de conta do Senado com tanta rapidez, sem que fosse levada em consideração a opinião da sociedade. Isso é muito lamentável” – finalizou.
(Assessoria)

Lei contra Infanticídio pode ser votada hoje da Comissão de Direitos Humanos e Minorias



O PL 1057/2007, conhecido como Lei Muwaji, poderá ser votado hoje na Comissão de Direitos Humanos e Minorias. A reunião está marcada para as 14 horas, no Plenário 9 da Câmara dos Deputados. A relatora é a deputada Janete Pietá (PT/SP), que vota pela aprovação com substitutivo. Grupos como o Movimento Cristão Jovem estarão presentes para acompanhar a votação.



O PL 1057/2007, conhecido como Lei Muwaji, poderá ser votado hoje na Comissão de Direitos Humanos e Minorias. A reunião está marcada para as 14 horas, no Plenário 9 da Câmara dos Deputados. A relatora é a deputada Janete Pietá (PT/SP), que vota pela aprovação com substitutivo. Grupos como o Movimento Cristão Jovem estarão presentes para acompanhar a votação.

O Projeto de Lei, de autoria do deputado Henrique Afonso (PT/AC), dispõe sobre o combate a práticas tradicionais nocivas e à proteção dos direitos fundamentais de crianças indígenas, bem como pertencentes a outras sociedades ditas não tradicionais.

Em algumas tribos, crianças são assassinadas em casos como: falta de um dos genitores, gestação múltipla; se forem portadores de deficiências físicas e/ou mentais; por preferência de sexo; breve espaço de tempo entre gestações; em casos de exceder o número de filhos considerado apropriado para o grupo; quando as crianças possuem algum sinal ou marca de nascença que os diferencie dos demais; quando estes são considerados portadores de má-sorte para a família ou para o grupo; entre outras.

Para o deputado Henrique Afonso, é preciso garantir os direitos fundamentais da criança, já preestabelecido em diversas leis e convenções. “É imprescindível destacar que todas as crianças encontram-se sob a proteção da própria Constituição Federal de 1988, que em seu artigo 227, garante o direito à vida e à saúde a todas as crianças.

Além da Constituição, ainda temos o Estatuto da Criança e do
Adolescente, o Código Civil, entre outros. O Estado brasileiro deve atuar no sentido de amparar todas as crianças, independentemente de suas origens, gênero, etnia ou idade, como sujeitos de direitos humanos que são. Obviamente, as tradições são reconhecidas, mas não estão legitimadas a justificar violações a direitos humanos”, explica o deputado. Ressalta ainda, o sofrimento por parte dos pais que, muitas vezes, não desejam tais práticas, mas acabam obrigados a se submeterem a decisões do grupo, tendo, assim, seus próprios direitos humanos violados como, por exemplo, sua integridade psíquica.

De acordo com o PL, se um grupo, depois de conhecer os meios de evitar as práticas tradicionais nocivas, não demonstrar vontade de proteger suas crianças, entende-se que a criança deveria ser encaminhada, provisoriamente, a instituições de apoio, governamentais ou não, na tentativa de ainda conseguir a aceitação da família ou do grupo. Se esta tentativa for frustrada, então existe a alternativa da adoção.

Segundo dados da FUNASA, entre a etnia Yanomami, o número de homicídios elevou o coeficiente de mortalidade infantil de 39,56 para 121, no ano de 2003. Ao todo, foram 68 crianças vítimas de homicídio, naquele ano. No ano seguinte, 2004, foram 98 as crianças vítimas de homicídio (erroneamente divulgado como infanticídio).

O nome "Lei Muwaji" é uma homenagem a uma mãe da tribo dos Suruwahas, que se rebelou contra a tradição de sua tribo e salvou a vida da filha, que seria morta por ter nascido deficiente.

O Infanticídio é mais uma bandeira de luta do FENASP – Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política.
Josiane Lanzarin Spengler – Assessora de Comunicação do FENASP

Recepção a acreanos em Pucallpa é calorosa



Eram pouco mais de quatro da tarde em Rio Branco, quando a Comissão que defende a integração entre Acre e Peru chegou à cidade de Pucallpa, província de Ucayalli. No aeroporto várias pessoas esperavam ansiosas para recepcionar os "hermanos brasileños".

Eram pouco mais de quatro da tarde em Rio Branco, quando a Comissão que defende a integração entre Acre e Peru chegou à cidade de Pucallpa, província de Ucayalli. No aeroporto várias pessoas esperavam ansiosas para recepcionar os "hermanos brasileños". Bandeiras dos dois países tremulavam e uma apresentação de dança folclórica havia sido preparada, ratificando não apenas a fama da boa receptividade peruana, mas também o desejo por um intercâmbio cultural, político e econômico mais estreito.

Embora apenas 25 minutos de avião separem Cruzeiro do Sul de Pucallpa as cidades permaneceram por anos afastadas mesmo tendo necessidades em comum que poderiam estar sendo supridas em conjunto. O grande problema continuava sendo a falta de uma iniciativa forte para restabelecer esses laços. Quase 100 anos depois da assinatura do acordo que delimitou as fronteiras entre Brasil e Peru finalmente os dois países parecem estar prontos para romper novamente essas barreiras por um bem comum.

A iniciativa, capitaneada pela Assembleia Legislativa e apoiada pelos Governos Federal e Estadual e a Prefeitura de Cruzeiro do Sul, além de empresários da região, foi responsável, nesta terça, 23, pelo segundo ato no estabelecimento de relações entre a região. De acordo com o presidente do Parlamento estadual acreano, deputado Edvaldo Magalhães (PC do B), essa ação será imprescindível para o crescimento das localidades. "Temos a obrigação política e moral de derrubar essas barreiras e homenagear os acordos que foram feitos 100 anos atrás".

Cruzeiro do Sul sofre problemas com o abastecimento de produtos de hortifruti, o quilo do tomate pode chegar a R$ 8 em determinadas épocas do ano. Pucallpa, em contrapartida, não tem esse problema, mas sofre com a falta de carne bovina, produto abundante no vizinho brasileiro. O estabelecimento de relações comerciais reduziria os custos dos produtos para ambas cidades.

Para o presidente regional de Ucayalli, Jorge Velásquez Portocarrero, é um absurdo que até hoje isso ainda não tenha ocorrido. Ele era um dos mais animados com a realização do evento. "Não justifica que o Brasil, país tão grande, tenha tão pouco comércio com o Peru. Nessa região temos um problema comum que é a pobreza e temos muito que aprender e compartilhar".

O Encontro Político Comercial pela Integração entre Cruzeiro do Sul e Ucayalli irá durar até quinta, com debates que visam superar as barreiras comerciais, a criação de medidas para a integração aérea e estabelecimento de relações políticas e empresariais entre os países.

Yuri Marcel - Agência Aleac

Nauas empata em jogo amistoso internacional


A primeira partida disputada pelo Nauas em território estrangeiro vai ficar na historia do clube e nas lembranças dos jogadores que atuaram ontem, em Pucalpa, contra o Deportivo Hospital.

Por JAIRO BARBOSA, de Pucalpa - Peru

A primeira partida disputada pelo Nauas em território estrangeiro vai ficar na historia do clube e nas lembranças dos jogadores que atuaram ontem, em Pucalpa, contra o Deportivo Hospital.

A partida, realizada no estádio Ahardo Soria Perez, na capital do departamento de Ucayali contou com a presença ilustre de autoridades dos dois países. Cerca de cinco mil torcedores assistiram ao jogo que terminou empatado em 1 x 1.
Pelos lados dos donos da casa, o destaque foram o meia Monte Verde e o atacante Oranio, autor do gol do time peruano. Os brasileiros atuaram com muita disposição, e a imprensa peruana rasgou elogios ao improvisado zagueiro Doni e ao goleiro Saraiva. Mas foi o atacante Gringo quem empatou a partida.

O Deportivo Hospital, time que atualmente disputa a Copa do Peru, referente a segunda divisão do futebol peruano, abriu o placar aos 29 minutos da etapa inicial, depois que o meia Monte Verde avançou pela esquerda, invadiu a área e encontrou Oranio livre dentro da área. O atacante só teve o trabalho de escorar e correr para junto da eufórica torcida peruana.

O Nauas só conseguiu chegar ao empate aos 21 da etapa final, depois que o técnico Adelcimar Carvalho efetuou três alterações na equipe.

Numa cobrança de falta na intermediaria, Ítalo desviou na primeira trave, a bola tocou no travessão e sobrou para Gringo igualar o placar e dar números finais á histórica partida.

Intercambio

O jogo fez parte da programação da visita da comitiva acreana da integração que foi ao Peru iniciar o processo de abertura da integração entre os dois países. O vice governador Cesar Messias, o presidente da Aleac, Edvaldo Magalhães e o deputado estadual Zé Carlos, foram algumas das autoridades acreanas que prestigiaram o evento.

Transmissão internacional

A Radio Integração FM, de Cruzeiro do Sul, também fez historia em Pucalpa. Pela primeira vez, uma emissora do Juruá transmitiu uma partida de futebol de um time cruzeirense para o Vale do Juruá. Os radialistas Chico Melo e Paulo Amorim, com apoio do experiente Raimundo Fernandes e do narrador Jairo Barbosa, levaram as emoções do jogo para as cinco cidades do Juruá.

Ficha técnica

Deportivo Hospital

Rodrigues (Saldanha), Ribeiro (Vargas), Flores (Alargon), Isquierdo, Bautista (Rios), Apuela, Melandes, Monte Verde (Junior Rios), Cazas, Oranio, (Cárdenas), Saavedra (Delgado), técnico Grober Urelo.

Nauas

Saraiva (João Paulo), Santos, Ederlande, Dony, Hudson, Mamude, Amauri (Som), Ítalo (Pelica), Manfrine (Paulinho), Bérgson (Pelica), Gringo, técnico Adelcimar Carvalho.

Arbitragem:

Hercules Hernhiho

Alexandre Perez

Nolan Wouir

Estádio Ahardo Soria Perez, Pucalpa –Ucayali - Peru