sábado, 27 de junho de 2009

Prefeito de Porto Walter recebe alta médica



Depois de três dias internado na UTI do Hospital do Juruá, o prefeito Neuzari Pinheiro recebeu alta médica e retorna ao seu Município. O prefeito foi internado as pressas no final da tarde de terça feira dia (23), quando sofreu um infarto em Porto Walter e foi transferido em um avião fretado para Cruzeiro do Sul.

Francisco Rocha

Depois de três dias internado na UTI do Hospital do Juruá, o prefeito Neuzari Pinheiro recebeu alta médica e retorna ao seu Município. O prefeito foi internado as pressas no final da tarde de terça feira dia (23), quando sofreu um infarto em Porto Walter e foi transferido em um avião fretado para Cruzeiro do Sul.

O médico Cardiologista Márcio Messias, que atendeu o Prefeito, disse que o infarto aconteceu em uma pequena parede do coração, mas não foi grave, o que possibilitou com mais rapidez a sua recuperação.

Em decorrência do estado de saúde do prefeito todas as atividades programadas para a festa de comemoração do 17º aniversário da cidade, na quinta feira dia 25 de junho, foram canceladas. Neuzari passou momentos de dificuldade e depois de passar por vários exames cardiológicos foi liberado pela equipe médica.

O prefeito Neuzari Pinheiro tem enfrentado nos últimos tempos uma série de problemas, principalmente com a Justiça, que o afastou por mais de 90 dias do comando do município.
Mesmo com as dificuldades Neuzari garante que vai honrar os votos que garantiram sua reeleição.
“Nossa certeza é que temos realizado importantes investimentos para melhorar a vida da nossa população. Recebemos um município num caos e com muito trabalho conseguimos mudar a situação da população da cidade, além de investir na melhoria da qualidade de vida da população ribeirinha”, disse o prefeito.

Binho faz avaliação positiva do encontro de governadores no Tocantins



O governador Binho Marques se disse satisfeito com o resultado do V Fórum de Governadores da Amazônia, encerrado nesta sexta-feira, 26, em Palmas (TO). A Carta de Palmas, documento-síntese do encontro, adotou a proposta defendida por Marques de incluir os projetos de recuperação e conservação de estradas vicinais no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Este foi um ponto bem apoiado pelos governadores", disse Marques.

Edmilson Ferreira

Fórum avançou na defesa dos interesses amazônicos, com destaque para propostas de compensação ambiental, FPE Verde e inclusão de ramais no PAC

O governador Binho Marques se disse satisfeito com o resultado do V Fórum de Governadores da Amazônia, encerrado nesta sexta-feira, 26, em Palmas (TO). A Carta de Palmas, documento-síntese do encontro, adotou a proposta defendida por Marques de incluir os projetos de recuperação e conservação de estradas vicinais no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Este foi um ponto bem apoiado pelos governadores", disse Marques.

Outros temas, como regularização fundiária, a questão da redistribuição de impostos na geração de energia elétrica, das políticas ambientais, do plano estratégico da bacia dos rios Araguaia e Tocantins foram debatidos no fórum. Na próxima semana, os governadores estarão em Brasília em busca de apoio para o projeto de redistribuição do ICMS da geração de energia e pela aprovação do FPE Verde não apenas como compensação pelos serviços ambientais prestados pela Amazônia, como também para redução do impacto dos cortes Fundo de Participação dos Estados.

Os Estados defendem o dispositivo REDD (Redução de Emissão de Gases do efeito estufa provenientes de Degradação e Desmatamento) buscando compensação por serviços ambientais pelo desmate evitado. O objetivo é aproximar o pensamento dos governos amazônicos com o do Governo Federal, especialmente o do Palácio do Itamaraty, que vê na questão ameaça à soberania nacional.

REDD pode vir a ser uma alternativa rentável para reduzir o desmatamento. REDD propõe evitar queimadas e, ao manter as florestas, assegurar os serviços ambientais que estas oferecem. Representa, assim, um "investimento do bem", ao proteger de maneira integral o patrimônio natural. Como outros mercados, um interessado poderá compensar suas emissões comprando créditos de quem ainda tem o que conservar.

Quanto à regularização fundiária, Marques lembrou o trabalho do Instituto de Terras do Acre (Iteracre) que tem avançado nessa questão. Os governadores querem ampliar a participação dos Estados no processo e pedem aceleração dos convênios que efetivem a questão. "A Carta representa o que é prioridade hoje para os governadores da Amazônia Legal.

Um grande avanço entre nós foi construir um consenso, o que não é fácil, e fazer com que nossas decisões aqui tomadas aconteçam", disse o governador do Acre. Marques defendeu que haja uma agenda contínua entre um fórum e outro, para que as discussões e decisões sejam agilizadas.

Cruzeiro do Sul aposta em intercâmbio com Pucalpa, no Peru



“Quem mais vai ganhar com essa integração, com certeza, são as populações de Cruzeiro do Sul e de Pucalpa”, declarou o prefeito cruzeirense Vagner Sales, durante visita ao Peru, nessa quinta-feira.



“Quem mais vai ganhar com essa integração, com certeza, são as populações de Cruzeiro do Sul e de Pucalpa”, declarou o prefeito cruzeirense Vagner Sales, durante visita ao Peru, nessa quinta-feira.

Um dos integrantes da delegação de 140 acreanos que visitaram o Departamento de Ucaiali, essa semana, o prefeito participa da criação de um intercâmbio comercial e cultural na região fronteiriça entre brasileiros e peruanos. A deputada estadual acreana Antônia Sales (PMDB), que nasceu no Peru e vive no Brasil há muitos anos, recebeu ontem em Ucaiali o título de “Filha Predileta”.

“Já participei de outros encontros aqui em Pucalpa, e junto com nossas autoridades brasileiras, a gente encerra aqui, hoje, mais esse encontro, consciente de que a partir de agora teremos resultados concretos”, declarou Vagner Sales.

Para o prefeito de Cruzeiro do Sul, município acreano onde o quilo do tomate muitas vezes ultrapassa o preço de R$ 7,00, brasileiros e peruanos agora deram um passo maior, “para quebrar, como diz a deputada Antônia Sales, o ‘muro’ que separa o Brasil e o Peru, nessa fronteira tão próxima”.

Depois de recente encontro entre o presidente peruano Alan Garcia e Lula, em Rio Branco, chega a vez de governadores de estado, senadores, deputados federais, prefeitos e empresários quebrarem a barreira burocrática que impede a venda de produtos peruanos em Cruzeiro do Sul e a venda de produtos peruanos em Pucalpa, distante apenas 25 minutos, por via aérea, do Vale do Juruá. Vagner Sales conta que para isso tem sido fundamental também, a boa vontade demonstrada pelo presidente da Assembléia Legislativa do Acre, deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB).

Casada com o prefeito Vagner Sales, com quem tem três filhos, a deputada estadual Antônia Sales emocionou-se ao receber o título de Filha Predileta. “Isso representa muito para mim. Não tenho palavras para mensurar esse distintivo tão honrado que me foi entregue pelo povo que me viu nascer. Significa que eu tenho que trabalhar mais pelo meu povo do Brasil, que me acolheu, me abraçou, e me elegeu. Principalmente o povo de Cruzeiro do Sul, e de todo o Vale do Juruá. Trabalhar para dar mais orgulho a eles, e ao mesmo tempo ao meu povo daqui de Ucaiali, que vê uma cidadã daqui brilhando em outro lugar”, declarou a deputada.

Ela conta que vê a integração Brasil-Peru como um sonho que se torna realidade. De acordo com a parlamentar, só faltava mesmo quebrar a burocracia. Antônia conta que “nunca se viu uma comitiva tão grande. Realmente existe uma boa vontade de quebrar as barreiras, quebrar as burocracias que impedem que esses dois povos se unam”.

Em retribuição, o governo de Ucaiali promete uma delegação de cerca de 300 pessoas em Cruzeiro do Sul durante a feira de negócios Expo Juruá, em agosto. Se por um lado os cruzeirenses se interessam por produtos peruanos como frutas, legumes e cimento, por outro os peruanos não escondem o desejo de exportar a carne bovina do Vale do Juruá.

Mas para isso uma série de barreiras precisa ser superada. O Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul precisa, por exemplo, da instalação de um setor alfandegário e de armazéns frigoríficos. Após a conclusão da BR-364 em 2010, ligando Cruzeiro do Sul a Rio Branco, o novo desafio será estender a rodovia a cidades peruanas. Apenas 800 quilômetros separam o Acre do Oceano Pacífico.

Dílson Ornelas