sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Secretário de Saúde tranquiliza e orienta a população sobre como evitar as formas de contágio da doença


As secretarias de Saúde estadual e municipal e o 61º BIS formalizaram parceria para enfrentar a disseminação do vírus H1N1, causador da gripe A (inicialmente denominada gripe suína), no vale do Juruá. Em reunião ontem à noite envolvendo os três parceiros foram repassadas aos profissionais de saúde do vale do Juruá as informações a respeito de como manejar os pacientes com síndrome respiratória aguda grave, sejam quadros de gripes comuns ou gripe A (H1N1).
Flaviano Schneider
As secretarias de Saúde estadual e municipal e o 61º BIS formalizaram parceria para enfrentar a disseminação do vírus H1N1, causador da gripe A (inicialmente denominada gripe suína), no vale do Juruá. Em reunião ontem à noite envolvendo os três parceiros foram repassadas aos profissionais de saúde do vale do Juruá as informações a respeito de como manejar os pacientes com síndrome respiratória aguda grave, sejam quadros de gripes comuns ou gripe A (H1N1).

O objetivo é criar um serviço de referência para os pacientes portadores do vírus da gripe ficando o Hospital do Juruá como unidade de pronto-atendimento para os casos que precisem de cuidados mais ara o atendimento são as doenças respiratórias agudas graves que podem ser causados pelo vírus da influenza H2N1 ou não e que estes pacientes tenham prioridade no atendimento".

Para o secretário de Estado de Saúde, Osvaldo Leal, o foco da secretaria de Saúde no momento é o monitoramento das gripes complicadas e a identificação de surtos. Por isso busca a organização da rede básica de assistência junto com todas as secretarias municipais, para oferecer a primeira orientação ficando o Hospital do Juruá destinado aos casos mais complicados.

Osvaldo Leal que está hoje dando entrevistas a praticamente todos os órgãos de comunicação de Cruzeiro do Sul informando sobre os cuidados com a nova gripe - ressalta a importância do engajamento dos profissionais de saúde, não apenas no sentido de cuidar das pessoas, mas principalmente manter a calma necessária para lidar com a população. Para ele, a imprensa tem um grande peso ao divulgar corretamente as informações disponíveis. Ele recomenda "voltar à motivação antiga, como a gente cuidava da gripe, mantinha os talheres e copos isolados. Então reviver e reaver esses hábitos que tem a ver com todos os quadros de gripe e não apenas quadros do H1N1".

Confira aqui a Nota Técnica elaborada pela Secretaria de Saúde sobre a H1N1 (Influenza A)

Alarde

Segundo secretário é preciso tranqüilizar a população em relação a esta questão: "Estamos tratando de um vírus novo que provoca gripe e em nenhum lugar por onde ele passou demonstrou maior letalidade que a gripe sazonal (gripe comum). A maioria absoluta das pessoas, 99,5%, que adquiriram este vírus tem uma evolução rápida e tranquila, sem nenhuma complicação. O que temos que observar são os casos de gripe que complicam".

Ele informa que o caso de suspeita de vítima fatal em Cruzeiro do Sul causado pela nova gripe ainda não está confirmado - só se saberá o resultado do exame no início da semana que vem - mas, mesmo que seja confirmado, não há nenhum indicativo concreto de que o vírus esteja circulando livremente no Acre, inclusive Cruzeiro do Sul. Até agora foram confirmados nove casos no Estado. "São casos de pessoas que vieram de outros estados e outros países. Nós não temos confirmação de nenhum caso de cidadão acreano que não tenha saído do estado ou não tenha mantido contato com infectados. Mas pela quantidade de pessoas que têm chegado ao Estado, seja de acrianos que viajaram e estão de volta ou de visitantes, com sintomas de gripe, tudo isto pode disseminar o vírus e em algum momento ele pode circular e por isto estamos preparando nossa rede, cuidando de todas as pessoas que apresentarem sintomas de gripe e não apenas quadros de H1N1" - disse.

O calor é aliado

Osvaldo Leal conta que na última semana o número de óbitos no Brasil causados pela gripe diminuiu e isso pode ser um indicativo de que ela esteja perdendo força na região Sudeste e no Sul - embora ressalve que o fato também tem a ver com as temperaturas baixas, pois com o frio as pessoas se aglomeram mais e ficam mais em locais fechados. "No frio - explica - o vírus se mantém fora do organismo mais tempo, o que não é a realidade no Norte e no Nordeste. Por isso, além da organização da nossa vigilância que tem dado uma boa resposta na entrada do vírus, a temperatura mais elevada também dificulta o vírus de permanecer vivo fora dos organismos".



NOTA DE ESCLARECIMENTO

A família do engenheiro Clóvis Pinheiro Rosas vem através desta nota esclarecer as informações que estão saindo nos meios de comunicação do Estado do Acre.

A família do engenheiro Clóvis Pinheiro Rosas vem através desta nota esclarecer as informações que estão saindo nos meios de comunicação do Estado do Acre.
Na data de 22/07/09 o Sr Clóvis Pinheiro Rosas e família embarcaram para a cidade de Manaus afim de realizar um check-up de rotina em toda a família.Com retorno na data de 04/08/09, todos aparentemente bem.
No domingo do dia 09/08/09 o Sr Clóvis Pinheiro Rosas começou a apresentar sintomas de gripe: coriza, mal-estar, mas continuou suas atividades de rotina.
No dia 11/08/09 devido esta epidemia “gripe suína”, o Sr Clóvis Pinheiro Rosas que sempre foi muito preocupado com sua saúde, procurou o laboratório LABSUL para fazer exames, onde a surpresa foi a confirmação de Influenza A.A conduta do bioquímico responsável foi orientá-lo a procurar o Hospital Juruá e comunicou ao controle de Vigilância Epidemiológica do município. O Sr Clóvis Pinheiro Rosas na data 11/08/09 procurou a instituição supracitada, onde o mesmo foi atendido e medicado com os seguintes medicamentos: amoxicilina,nimesulida, AIRES, paracetamol; logo em seguida foi lberado.O Clóvis chegou a questionar sobre o resultado do exame, porém o médico explicou-lhe que este resultado não confirmava se era a gripe desta epidemia que estamos vivenciando.Informou também que não ia dar o medicamento por não ter na instituição.
No outro dia o Sr Clóvis Rosas procurou a Vigilância Epidemiológica, onde notificaram e encaminharam o material coletado para as instituições apropriadas para a confirmação do resultado, onde foi orientado a usar máscaras.Ele seguiu as orientações e continuou com a medicação que o médico prescreveu. Os dias foram se passando e o quadro clínico não evoluía para melhor, surgindo uma tosse intensa.
No domingo do dia 16/08/09 por volta das 18hrs, o Sr Clóvis Pinheiro Rosas procurou o Hospital Juruá pela 2ª vez, onde foi atendido pelo médico plantonista, no qual solicitou um raio-x e exames de sangue.Na tentativa de realizar o procedimento: Raio-X , o Paciente Clóvis e sua acompanhante (esposa do mesmo) foi informada que o Raio-X não estava funcionando, mas que iriam chamar o técnico para arrumar e, assim que concertassem o aparelho chamariam o paciente para realizar o exame.Concluindo o paciente não realizou este exame.
As 21 horas chegou o resultado do exame de sangue e a acompanhante foi verificar com o médico plantonista qual seria o diagnóstico do paciente.Conforme o resultado o médico informou ser uma gripe infecciosa e que já iria prescrever a conduta.A acompanhante (esposa do paciente) teve que se ausentar para amamentar o seu filho de 4 meses, deixando sua mãe como acompanhante.Vale ressaltar que após o paciente entrar no isolamento nenhum profissional entrou para verificar o estado clínico do mesmo.
A acompanhante(mãe da esposa) relatou que o paciente perguntou a ela pelo resultados dos exames.Foi quando ela foi ver o prontuário dele e estava prescrito: ranitidina, diclofenaco,dipirona,nebulização e tamiflu( este medicamento estava sem horário e sem checar).A acompanhante (profissional da área de saúde) questionou com o técnico de enfermagem que estava no posto de enfermagem o porque de não ter feito esta medicação.Ele informou que seria feito pela manha do outro dia,pois o medicamento estava trancado na farmácia Central do hospital.A acompanhante preocupada pediu o nome do medicamento pra poder comprar, porém o técnico informou que não tinha esse medicamento nas farmácias e sim nas instituições hospitalares referenciadas pelo SUS .
As 23:00 horas o paciente queixa-se para a acompanhante (mãe da esposa) que não estava se sentindo bem, não conseguia respirar pelo nariz e procurasse o médico.a acompanhante saiu pelo corredor procurando o médico e encontrou uma senhora, onde perguntou pelo médico.Ela informou que era a médica do horário e se prontificou a ajudar.Foram conversando até próximo do local que o paciente estava, quando a médica perguntou quem era o paciente.A acompanhante informou que era o que estava no isolamento.A médica reagiu de forma muito rude com a acompanhante e disse que não iria ver o paciente porque estava grávida e que o outro médico estava repousando.
A acompanhante retorna ao isolamento e ver o quadro clínico do paciente piorando.Inconformada foi a procura de socorro, quando encontrou o enfermeiro plantonista e , prontamente fez todos os procedimentos que cabiam a ele, chamando o médico intensivista, onde o mesmo tomou as devidas providências.
Às 04:00 horas da manhã a família do paciente foi informada pela acompanhante que o paciente: Clóvis Pinheiro Rosas não estava passando bem.Ao chegarmos no hospital fomos informada que ele estava sendo encaminhado para UTI e que estavam num procedimento de entubação.Ao ver o médico que estava assistindo a ele, perguntamos o que estava acontecendo com o paciente? O médico informou que a situação dele era delicada, inicou uma parada respiratória, mas que estavam dando a assistência devida.
Às 04:30 h da manhã, novamente o médico sai na recepção a procura do medicamento (Tamiflu), onde a recepcionista fez várias ligações e não conseguiu falar com o pessoal responsável para liberar o medicamento.Depois de alguns minutos (30 min), o médico pega a chave com o vigilante e busca o medicamento na farmácia central.
Por volta das 05:30 da manhã, sai do isolamento que se encontrava o paciente, dando a notícia de que fizeram o possível e impossível para salva-lo, mas o paciente foi a óbito.
As 07:00 da manhã, o bebê de 4 meses ficou internado juntamente com sua mãe, pois além de apresentarem os sintomas de um resfriado, tiveram contato direto com o paciente.Vale ressaltar que dias atrás o bebê já tinha sido atendido pelo médico particular, no qual foi diagnosticado faringite forte e já estava fazendo uso de medicamentos.No dia 19/08/09 mãe e bebê receberam alta e passam bem.
Com esta nota de esclarecimento a família enlutada quer conscientizar a população do descaso com relação a assistência neste hospital e o despreparo dos profissionais de saúde existentes no Hospital Juruá. Solicitamos aos nossos representantes que tenham um olhar mais humano e digno para com a nossa população, pois a assistência dada as pessoas que dão entrada nesta instituição ta longe de ser de primeiro mundo como falam!
Desde já pedimos a colaboração e o respeito com a dor da família enlutada e quaisquer dúvidas com relação ao Sr Clóvis Pinheiro Rosas procure a família e não façam comentários sem saber do assunto.Hoje foi um dos nossos entes queridos, amanhã poderá ser um de vocês!
Atenciosamente

Família enlutada