sábado, 19 de setembro de 2009

Pontes da BR-364: esforço concentrado nas fundações para que obras não parem no período chuvoso


O diretor-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem, Infra-Estrutura Aeroviária e Aeroportuária (Deracre), Marcus Alexandre, visitou nesta semana o canteiro de obras da ponte do Juruá, onde conversou com engenheiros da empresa construtora. Segundo o diretor, o cronograma está ‘rigorosamente' em dia e ainda nesta semana, 30% das fundações estarão concluídas.
Cronograma segue o proggramado e previsão desta semana é de que 30% das fundações estejam concluídas

O diretor-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem, Infra-Estrutura Aeroviária e Aeroportuária (Deracre), Marcus Alexandre, visitou nesta semana o canteiro de obras da ponte do Juruá, onde conversou com engenheiros da empresa construtora. Segundo o diretor, o cronograma está ‘rigorosamente' em dia e ainda nesta semana, 30% das fundações estarão concluídas.

Ele informou que a empresa está agora atacando a fundação do bloco principal, que fica no rio já próximo do bairro Miritizal (margem direita). O bloco em questão, com quase mil metros cúbicos de concreto, é o item mais importante da fundação. As fundações do lado do bairro da Lagoa (margem esquerda) já estão praticamente concluídas.

"A meta para este ano é concluir toda a fundação, concluir os pilares, para que a gente possa no inverno, já a partir de novembro e dezembro deste ano até abril do próximo ano, trabalhar sem interrupção", disse. A recomendação do Governador Binho Marques é o de garantir a continuidade das obras, mesmo com a chegada das chuvas.
Avenida Mâncio Lima

A futura ponte vai aumentar o fluxo de veículos pela Avenida Mâncio Lima. Prevenindo futuros problemas, o Deracre recuperou todo o pavimento da avenida. Durante os meses de julho e agosto a avenida foi toda reaberta e recuperada desde o pórtico até o mercado de peixes na Castanhola.
"O pavimento foi todo refeito para suportar o tráfego. Estamos agora na fase de acabamento de calçadas, meio fio, ajustes finais na iluminação, para que gente possa nos próximos 45 dias concluir a obra", explicou Marcus Alexandre.
Pontes

Marcus Alexandre esteve nesta semana na ponte do Purus, onde segundo informou, a situação é idêntica à do Juruá. "Concluímos as fundações próximas ao rio e estamos agora atacando o bloco principal que fica na beira do rio na margem esquerda. A obra está a todo vapor, também com o cronograma em dia. Lá são 407 metros com a meta de concluir as fundações e pilares ainda este ano. Nos rios Tarauacá e Envira também já estamos bastante avançados com as fundações, em média, 20% a 30% por cento concluídas para que a gente possa, até o início do mês de novembro, concluir as fundações, concretar os blocos e subir os pilares. Nós temos que vencer o nível das águas como foi por exemplo a 4ª ponte de Rio Branco antes da cheia para que a gente possa trabalhar o inverno todo", disse.

Segundo Marcus Alexandre o asfaltamento da estrada conhecida no Juruá por Variante e que faz a conexão entre a ponte e a BR-364 está contemplada no projeto.
A estrada tem 11 km de extensão e a meta para este ano é concluir a terraplenagem. A obra está sendo executada em várias frentes e meta é entregar a obra junto com a conclusão da ponte. "Neste ano nós teremos a terraplanagem concluída; a pavimentação com revestimento asfáltico fica para 2010", complementou.

Equipe social
Muitas famílias nos bairros Lagoa e Miritizal, que habitam a área onde está sendo construída a ponte, estão recebendo um tratamento especializado pela equipe social do Deracre. Segundo Marcus Alexandre, o primeiro trabalho foi o remanejamento de 70 famílias, justamente para iniciar o trabalho da ponte. Agora vem a segunda fase: o governo está concluindo a construção de unidades habitacionais, para onde as famílias que ainda residem no local serão remanejadas. Conta Marcus que o Deracre tem hoje 24 famílias cadastradas no programa Bolsa-Moradia e moram em casas alugadas pelo governo até sua mudança para as casas definitivamente. Também há negociações ainda com mais 70 famílias que ainda estão na área, que podem ocupar as casas.
Texto e Fotos: Flaviano Schneider