terça-feira, 20 de outubro de 2009

Projeto sócio-ambiental beneficia comunidade amazônica no caminho da sustentabilidade


A linha da palmeira tucum (Astrocaryum chambira) está sendo aproveitada economicamente pela comunidade Vila Céu do Juruá, em Ipixuna – AM, através do projeto ‘Linha do Tucum’ elaborado pelo Instituto de Estudos da Cultura Amazônica (IECAM), com o patrocínio da Petrobras-MinC. O projeto representa uma alternativa de renda e de preservação ambiental para a comunidade Vila Céu do Juruá, formada por descendentes indígenas, ribeirinhos e ex-seringueiros.




Valorização do uso tradicional da linha do Tucum, palmeira amazônica, gera renda a comunidade extrativista do Vale do Juruá, associando preservação e cuidados com a floresta

Déborah Minardi (assessora de Comunicação do Iecam) deborahminardi@yahoo.com.br

A linha da palmeira tucum (Astrocaryum chambira) está sendo aproveitada economicamente pela comunidade Vila Céu do Juruá, em Ipixuna – AM, através do projeto ‘Linha do Tucum’ elaborado pelo Instituto de Estudos da Cultura Amazônica (IECAM), com o patrocínio da Petrobras-MinC. O projeto representa uma alternativa de renda e de preservação ambiental para a comunidade Vila Céu do Juruá, formada por descendentes indígenas, ribeirinhos e ex-seringueiros.

O projeto vem valorizando a arte tradicional da fiação da fibra da palmeira tucum e capacitando cerca de 30 artesãos locais na confecção de produtos feitos a partir da utilização de palhas, sementes, fibras, cocos, cipós e outros produtos florestais não-madeireiros da região. As palmeiras são os príncipes e as princesas da floresta amazônica e delas se obtém diversos produtos: óleo, suco, azeite, sal, teto, assoalho, arco, flecha, rede, chapéu, entre outros.

Até meados da década de 1950, o tucum era o único recurso dentro da floresta do qual era possível obter a linha fundamental para a sobrevivência, conforme explica o líder comunitário Alfredo Gregório, lembrando seu tempo de mocidade no seringal:
“Ninguém naquela época pegava um peixe se não tivesse com a linha do Tucum na história, fosse pro arco, fosse pro arpão, fosse pro caniço ou fosse pra malhadeira, que eles chamam manga... Então esse projeto está ajudando a implementar, ajudando o grupo, a geração nova e nós estamos bastante animados, gratos por isso, porque está nos ajudando a desenvolver uma escola aqui dentro.”

Patrimônio cultural imaterial

Com a chegada do nylon e outras linhas industriais a tradição da fiação herdada pelos caboclos descendentes dos índios Katukina e Kulina foi se perdendo, assim como diversos outros saberes tradicionais ligados à subsistência das populações da floresta.

A oficina-escola de artesanato na comunidade surgiu a partir da idéia de sistematizar o conhecimento local existente acerca das principais espécies utilizadas, considerando a importância da fiação da linha do tucum enquanto patrimônio cultural imaterial regional.

A equipe do projeto ‘Linha do Tucum’ está preparando exposições, uma prevista para o final de novembro na Biblioteca da Floresta Marina Silva em Rio Branco e, posteriormente, outra exposição no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Será lançado um site do projeto desenvolvido pela R3D3, o documentário “A linha da Lealdade”, produzido pela IMAGINE e os livros “Linha do Tucum: Artesanato da Amazônia” - que aborda os usos das palmeiras e sementes utilizadas no artesanato e no cotidiano do povo da floresta, com o apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento - AECID - e “Viagens ao Juruá”, do líder comunitário Alfredo Gregório de Mello.

O resgate do conhecimento tradicional, a exemplo da arte da fiação do tucum, e beneficiamento de sementes, fibras e outros produtos florestais não madeireiros, além de contribuir para valorização da cultura local, é, sem dúvida, uma das melhores maneiras de se manter a floresta em pé, aliando o uso à conservação, desenvolvendo uma cultura voltada para o aproveitamento dos recursos disponíveis na floresta de uma forma sustentável, numa região destacada pela sua megadiversidade.

Estado do Acre pode adotar licença-maternidade de 180 dias


O Acre pode ser o vigésimo-primeiro estado a ampliar para 180 dias a licença maternidade a todas as funcionárias públicas estaduais. “Como médico, sou favorável, sim, ainda que este assunto não tenha entrado na pauta de discussões do governo. É justo que a mãe esteja integralmente à disposição até o sexto mês de vida do bebê”, opinou o secretário Oswaldo Leal (Saúde). “O Governo do Acre tem sido extremamente aberto a essas causas”, concluiu o secretário.
O Acre pode ser o vigésimo-primeiro estado a ampliar para 180 dias a licença maternidade a todas as funcionárias públicas estaduais. “Como médico, sou favorável, sim, ainda que este assunto não tenha entrado na pauta de discussões do governo. É justo que a mãe esteja integralmente à disposição até o sexto mês de vida do bebê”, opinou o secretário Oswaldo Leal (Saúde). “O Governo do Acre tem sido extremamente aberto a essas causas”, concluiu o secretário.

A proposta será levada ao governador Binho Marques pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB), membro da comissão especial, na Câmara Federal, que irá elaborar relatório à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estica em 60 dias o novo prazo para o benefício. A intenção da deputada é reunir, numa campanha de esclarecimento sobre as vantagens do benefício, várias mulheres parlamentares e representantes do movimento de mulheres no estado.

“Somente Brasil e Noruega pagam integralmente a licença. Fico feliz que os governantes, nos estados, já não se preocupem tanto com o impacto fiscal da renúncia dos impostos que deixarão de ser recolhidos por parte das empresas. Os ganhos sociais são enormes”, lembrou a deputada, que se vale de dados científicos para defender, no Congresso, a aprovação de uma lei que valha para todo o país.

“O contato mãe-filho define a estrutura genética da criança. A amamentação se beneficiará desta licença e, portanto, garantirá as necessidades plenas da primeira infância, incluindo a adoção. Não devemos nos pautar pelo incentivo, mas como direito legítimo que precisa ser garantido em lei”, explicou perpétua Almeida.

“Quando diminuem as doenças, diminuem os gastos”, ensinou o presidente da Secretaria Nacional de Pediatria, Dioclécio Júnior, em audiência pública realizada há três semanas. A ampliação da licença, diz ele, tem reduzido os índices de diarréia (17%), Pneumonia (10%) e desnutrição (10%) no país. “É tratada pela Neurociência como direito inalienável para criança, mãe, pai e, especialmente, como vantagem às empresas e empresários”, explicou.

Rio Branco é um dos 130 municípios onde a lei já está valendo, graças a uma lei de autoria da vereadora Ariane Cadaxo sancionada pelo prefeito Raimundo Angelim. As servidoras da Assembléia Legislativa do Acre também têm este direito.

Bolsa Família- Cruzeiro do Sul transfere benefícios irregulares a famílias carentes


Um total de 1096 novas famílias comprovadamente carentes passou a receber o benefício do Programa Bolsa Família em Cruzeiro do Sul. Uma fiscalização rigorosa feita pela Prefeitura, resultou no corte de mais de mil pessoas que recebiam indevidamente o dinheiro destinado a famílias em situação de pobreza.
Um total de 1096 novas famílias comprovadamente carentes passou a receber o benefício do Programa Bolsa Família em Cruzeiro do Sul. Uma fiscalização rigorosa feita pela Prefeitura, resultou no corte de mais de mil pessoas que recebiam indevidamente o dinheiro destinado a famílias em situação de pobreza.

O prefeito Vagner Sales comemora os resultados obtidos e afirma que o objetivo de sua administração, sempre foi oferecer oportunidade a quem realmente precisasse. Ele determinou a Secretaria Municipal de Assistência Social, que realizasse uma fiscalização rigorosa nos beneficiários do Programa Bolsa Família. O resultado foi à comprovação de diversas irregularidades. Funcionários públicos, famílias de policiais e até pessoas consideradas de classe média, com casas bem construídas e carro na garagem, estavam recebendo indevidamente o dinheiro destinado pelo Governo Federal, a famílias em situação de pobreza ou de extrema pobreza. “Desde a minha campanha, quando conversava com as pessoas carentes que não conseguiam ser beneficiadas com os programas sociais, eu prometia que iria trabalhar para dar oportunidade aqueles que mais precisassem, e é o que estamos fazendo”.

Além da fiscalização, a Prefeitura está realizando o cadastro de famílias ribeirinhas e de outras áreas rurais do município, que vivem em situação de pobreza. Os cadastros serão apresentados ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, para que análise a situação dessas pessoas com alto grau de vulnerabilidade e que também necessitam de proteção social. O prefeito acredita que cerca de 2 mil pessoas serão cadastradas, mas comenta também, que um trabalho minucioso em áreas de difícil acesso, resultará na identificação de pelo menos 5 mil famílias na mesma situação.

Vagner Sales, garante ainda que a fiscalização vai prosseguir. Ele vai sugerir a Secretaria de Assistência Social, que denuncie à Polícia Federal, as próximas pessoas encontradas recebendo indevidamente o benefício, para que sejam investigadas.

Mãe acusa delegado de Polícia Federal de sumir com sua filha de 6 anos de idade

Eliane Alves Freire, professora do município de Guajará, viveu momentos de apreensão neste final de semana. Ela saiu de casa na manhã de sábado, 17, para realizar atividades escolares e deixou a filha de 6 anos de idade, em outra residência, sob a responsabilidade de uma adolescente de 16 anos. Ao retornar para buscar a criança a professora não encontrou a filha que havia sido levada para um passeio com três garotas na companhia do delegado Marcel Nemen da Polícia Federal. A mulher prestou queixa, mas só teve a filha de volta no dia seguinte.
Eliane Alves Freire, professora do município de Guajará, viveu momentos de apreensão neste final de semana. Ela saiu de casa na manhã de sábado, 17, para realizar atividades escolares e deixou a filha de 6 anos de idade, em outra residência, sob a responsabilidade de uma adolescente de 16 anos. Ao retornar para buscar a criança a professora não encontrou a filha que havia sido levada para um passeio com três garotas na companhia do delegado Marcel Nemen da Polícia Federal. A mulher prestou queixa, mas só teve a filha de volta no dia seguinte.

A mãe afirmou que começou a entrar em desespero quando foi informada que a filha tinha saído com a turma e ao anoitecer ainda não havia chegado. Preocupada a professora começou a procurar pela criança e conseguiu ter acesso ao número do celular e entrou em contato com o delegado.

Eliane disse que durante a ligação insistiu para que Nemen revelasse o local onde estava com a criança e as garotas, mas ele se negou em revelar. “Ele dizia que estava em Santa Luzia, perguntava se eu conhecia a vila, dizia que sim e queria saber um ponto de referência para que pudesse encontrar eles com minha filha, mas ele não falava. Depois disse que estavam em Mâncio Lima” – relatou a mãe.

A mulher prestou queixa no Distrito Policial de Guajará e procurou a Delegacia da Policia Federal em Cruzeiro do Sul. Uma equipe de agentes federais entrou em contato com o delegado que informou que estava na cidade de Tarauacá, a mais de 200 quilômetros de Guajará.

Ainda durante a noite a professora tentou ir buscar a filha em Tarauacá, mas devido à chuva forte não foi possível à viatura da Polícia Federal que conduzia a mulher fazer a travessia no porto de Rodrigues Alves. Só por vota das 11 horas da manhã do dia seguinte Eliane encontrou a criança que já estava na metade da viagem de volta para Cruzeiro do Sul.

As garotas que saíram com o delegado e levaram a criança são duas menores, com 16 anos, e uma de 19 anos que não quis ser identificada. Ela alegou serem amigas do delegado e que teriam saído apenas para um passeio. A jovem confessou que sempre saem com Nenen e negou algum envolvimento amoroso. “Saímos para voltar no mesmo dia, mas não foi possível devido à chuva e a criança foi com a gente porque a menina que estava cuidando dela quis levar” – afirmou a garota.

A mãe da criança disse que ficou “revoltada com a atitude irresponsável do delegado” de levar sua filha sem o seu consentimento e avalia a possibilidade de responsabilizar o agente de Polícia Federal. “Estou conversando com um advogado para tomar providências, porque só eu sei o desespero que passei. Ele não podia ter levado minha filha se nem me conhece” – disse a mãe.