terça-feira, 17 de novembro de 2009

Polícia Civil prende Raimundo Pinto na Vila Lagoinha



Agentes da Polícia Civil prenderam na manhã desta terça-feira (17), na Vila Lagoinha – BR-364 – Raimundo Nonato Parreira dos Santos, conhecido como Raimundo Pinto, acusado de ter cometido homicídio naquela localidade no final de semana que passou.



Agentes da Polícia Civil prenderam na manhã desta terça-feira (17), na Vila Lagoinha – BR-364 – Raimundo Nonato Parreira dos Santos, conhecido como Raimundo Pinto, acusado de ter cometido homicídio naquela localidade no final de semana que passou.

Na delegacia Raimundo Nonato confessou a autoria do crime, afirmando que mato Francisco Gustavo Souza da Conceição, 21, conhecido por Lourinho, porque ele estava embriagado, armado com uma faca e tentava agredir um amigo seu. Ao defender o amigo Raimundo acabou desferindo uma facada nas costas Lourinho.

‘‘Antes de ele fazer comigo eu fiz com ele’’, revelou o acusado, afirmando que não estava embriago, apenas Lourinho é que estava bebendo. Depois de furar a vítima Raimundo Nonato ficou escondido na casa do seu pai até a chegada da Polícia.

O assassino disse ao delegado que nunca tinha visto a vítima e que o furou para se defender, juntamente com o amigo. Ele confessou estar arrependido dizendo que nunca imaginava que isto fosse acontecer em sua vida.

O delegado encaminhou Raimundo Nonato ao presídio onde aguardará o julgamento. De acordo com o Código Penal ele pode ser condenado até 25 anos de cadeia. A pena mínima prevista para o tipo de crime é 8 anos.

Revalidação de diplomas expedidos no exterior



Dezenas de médicos, pais e mães de estudantes que cursam medicina em outros países e 12 secretários municipais de saúde reuniram-se com os deputados federais Perpétua Almeida e Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Nilson Mourão(PT), além do presidente da Associação Nacional dos Médicos Formados em Cuba, Janilson Lópes para definir estratégias de revalidação dos diplomas.

Dezenas de médicos, pais e mães de estudantes que cursam medicina em outros países e 12 secretários municipais de saúde reuniram-se com os deputados federais Perpétua Almeida e Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Nilson Mourão(PT), além do presidente da Associação Nacional dos Médicos Formados em Cuba, Janilson Lópes para definir estratégias de revalidação dos diplomas.

O Brasil é o único país do mundo que não aceita os diplomas de medicina expedidos pelas universidades cubanas. Considerada a melhor escola de medicina do mundo, Cuba tem o selo de qualidade emitido pela Organização Mundial de Saúde. Mesmo com essa recomendação, os profissionais formados naquele país não podem atuar no Brasil.
No Acre os médicos formados em Cuba são impedidos pelo Ministério Público Estadual e acionados judicialmente.

Para tentar resolver esse problema, a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB), acompanhada do deputado federal Nilson Mourão (PT), reuniu-se com a reitoria da Universidade Federal do Acre (UFAC) e com o governador Binho Marques (PT), antes da audiência com os médicos e familiares.

O Acre é o estado com o menor número de médicos proporcional ao número de habitantes. Todos os municípios do estado convivem com o problema que se agrava na área rural e indígena, onde atuam os médicos formados em Cuba e na Bolívia, apesar do risco de prisão.

A atuação desses profissionais é tão importante nas regiões isoladas que é referendada pelos 22 secretários municipais de saúde do estado. Tanto que um documento assinado por todos eles foi entregue ao governador Binho Marques (PT), solicitando empenho na regularização profissional dos médicos formados no exterior.
“Eles vão onde ninguém mais quer ir. Os prefeitos não têm opção, ou contratam esses profissionais mesmo de forma irregular ou deixam a população sem assistência”, destacou o vice-prefeito da capital e ex-secretário de saúde de Rio Branco, o médico Eduardo Farias.

A deputada Perpétua Almeida que há 7 anos luta pelo reconhecimento profissional dos médicos formados em Cuba destacou a atuação do Ministério Público Federal que exigiu como condição para a revalidação dos diplomas, um compromisso assinado de que esses médicos prestarão um serviço social no Acre, nas áreas mais carentes e isoladas do estado por um período de dois anos.

“Estou amadurecendo a idéia de estender essa exigência para todas as áreas e apresentar um projeto que obrigue todo o profissional que se forme em universidade pública a prestar um serviço social ao país. Seria uma maneira de quitar o débito com o Estado, uma vez que se formam as custas de dinheiro público. Creio que será compensador para todos”, informou a deputada acreana.

A carta de intenções saída da reunião inclui uma solicitação de registro profissional provisório ao Ministério Público Estadual para possibilitar a contratação dos médicos formados no exterior por períodos definidos e de acordo com a necessidade de cada município. Com isso estado, municípios e profissionais ganhariam tempo até que a Ufac possa regularizar definitivamente revalidação.
A universidade já se comprometeu em apresentar sua proposta de revalidação nos próximos dias.

Novo método de controle da Sigatoka-negra chega ao Vale do Juruá



Produtores e técnicos da extensão rural de Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, municípios do Vale do Juruá, conheceram um novo método de controle químico da Sigatoka-negra, doença que vem castigando os bananais da região. O curso Controle da Sigatoka-negra, realizado nos dia 12 e 13 de novembro, pela Embrapa Acre (Rio Branco) e Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus/AM), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, aconteceu na Comunidade Uruburetama, em Cruzeiro do Sul e na Praia da Amizade, em Rodrigues Alves.

Produtores e técnicos da extensão rural de Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, municípios do Vale do Juruá, conheceram um novo método de controle químico da Sigatoka-negra, doença que vem castigando os bananais da região. O curso Controle da Sigatoka-negra, realizado nos dia 12 e 13 de novembro, pela Embrapa Acre (Rio Branco) e Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus/AM), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, aconteceu na Comunidade Uruburetama, em Cruzeiro do Sul e na Praia da Amizade, em Rodrigues Alves.

A capacitação, prevista nas metas do projeto “Tecnologias Sustentáveis e Ações de Comunicação Empresarial para o Incremento da Produção Familiar na Regional do Juruá”, desenvolvido pela Embrapa Acre, com recursos provenientes de emenda parlamentar aprovada pelo deputado federal Henrique Afonso (PV/AC), contou com a parceria da Prefeitura de Cruzeiro do Sul e a Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof).

O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Luadir Gasparotto, mostrou o passo a passo do novo método, que consiste na aplicação de fungicidas na axila da segunda folha da planta, com o auxílio de uma seringa veterinária adaptada. A técnica funciona como uma espécie de vacina que protege as plantas, especialmente a banana comprida. As bananas do tipo prata e maçã já contam com cultivares resistentes recomendadas pela Embrapa, mas esses avanços tecnológicos ainda não contemplam a banana comprida.

O controle químico em bananais tem um custo elevado devido ao alto número de pulverizações exigido. “Para o pequeno produtor, não é viável pulverizar, por isso a Embrapa desenvolveu essa técnica que reduz de 52 para três o número de aplicações por ciclo produtivo”, explica Gasparotto.

A Sigatoka-negra provoca queda na produtividade e prejuízos para os produtores. A doença ataca principalmente as cultivares do tipo prata, maçã e comprida. No Acre, municípios do Alto e Baixo Acre, além do Vale do Juruá, convivem com o problema há vários anos.

Além do valor comercial, a banana comprida representa importante fonte de alimento para as comunidades tradicionais acrianas. “É o que servimos no café da manhã das crianças, seja cozida ou em forma de mingau. Não temos outro alimento para substituir, por isso vamos testar essa técnica, que representa uma luz no fim do túnel”, afirma o presidente da Associação Sociedade Agrícola da Praia da Amizade, Francisco Cavaca da Silva.

As cerca de 40 famílias que moram na Praia da Amizade também cultivam arroz, milho e feijão, mas a principal fonte de renda é a banana. Cada produtor comercializa, em média, 120 cachos por mês na época da seca. No roçado de Agaildo Lima Câmara, todo o plantio foi dizimado pela sigatoka-negra. “A banana grande é muito valorizada no mercado, mas as bananeiras não soltam cachos”, explica o agricultor.

De acordo com o prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, em algumas regiões do município a economia gira basicamente em torno da cultura da banana. “Nesses locais, a produção ainda é conduzida sem nenhuma tecnologia. As informações apresentadas no curso vão ajudar a fortalecer a economia familiar”, diz.

Baixo impacto

Segundo Gasparotto, que ajudou a desenvolver a nova tecnologia, o novo método é simples e de baixo custo, com média de investimento de sessenta centavos/cacho. “As aplicações devem ser realizadas em plantas a partir de quatro meses de idade e cessar com a emissão do cacho, com repetição do procedimento a cada sessenta dias. Outra vantagem da técnica é que a aplicação na planta adulta também protege as mais jovens (filhas). Além de proporcionar maior eficiência no controle da doença, o método apresenta baixo impacto ambiental e não oferece riscos de contaminação para homem e meio ambiente”, explica.

O curso também abordou técnicas de manejo do bananal. “O manejo adequado contribui para aumentar a produção. A banana é um vegetal que precisa de muita luz, por isto é necessário manter certa distância entre as plantas para evitar sombreamento. Outro cuidado importante é impedir a formação de touceiras para evitar a concorrência entre as plantas”, diz o analista da Embrapa Acre, Lauro Lessa.