quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Medicina: formados no exterior têm apoio de Lula e Amac



Pelo direito de salvar vidas. O lema dos médicos formados na Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) está mantido e o grupo que luta pela revalidação dos diplomas no país obteve apoio de peso: “trataremos o assunto com carinho. É justo socialmente”, disse a eles o presidente Lula após um encontro com o grupo, na manhã desta quarta-feira.

Pelo direito de salvar vidas. O lema dos médicos formados na Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) está mantido e o grupo que luta pela revalidação dos diplomas no país obteve apoio de peso: “trataremos o assunto com carinho. É justo socialmente”, disse a eles o presidente Lula após um encontro com o grupo, na manhã desta quarta-feira. A deputada federal Perpétua Almeida, juntamente com o deputado Nilson Mourão, avaliam que as declarações do presidente aumentam as esperanças de que esses profissionais sejam acolhidos pelo sistema de ensino superior brasileiro no primeiro semestre de 2010, de forma irreversível.

A deputada acaba de atender um apelo feito por vários prefeitos acreanos, que estiveram em seu gabinete no final da tarde desta quarta-feira, para produzir um documento no qual a Associação dos Municípios do Acre (Amac) reafirma a carência de médicos no interior do estado. O ofício, em nome da parlamentar, é endereçado a Raimundo Angelim, prefeito de Rio Branco e presidente da associação. A revalidação, neste caso, surge como solução para melhorar a prestação do serviço essencial na área de saúde e combater o déficit de profissionais em regiões remotas da Amazônia.
Esta situação foi destacada pelo grupo de prefeitos como emergencial e a Amac - instituição que dá apoio técnico aos projetos de investimento social nas 22 cidades acreanas – deve referendar apoio irrestrito à causa nos próximos dias, considerando que mais de 500 formados são naturais de estados amazônicos, dentre os quais 50 do Acre.

“No Acre, as instituições são solidárias a esta causa. Cuba, afinal de contas, forma cerca de 100 médicos brasileiros todo ano. Existem quase 5 mil acreanos fazendo Medicina na Bolívia. O Brasil precisa, antes de tudo, agradecer por isso. E, claro, tratar a revalidação como causa urgente do ponto de vista social”, disse a deputada.

Por outro lado, o edital do projeto piloto – exame que vai referendar, no Brasil, os diplomas emitidos fora do país – também já será lançado em janeiro próximo, sendo que as provas devem ser realizadas até, no máximo, o mês de março. A decisão é do Grupo de Trabalho composto por uma comissão interministerial, e contempla apenas as provas teóricas e práticas, inclusive aos formados em outros países, apontando o exame como de caráter eliminatório, em etapas anuais, nas 21 universidades que aderiram à idéia. A Ufac é uma delas.

No entanto, os recém-formados apelaram ao presidente Lula a necessidade de o governo reconsiderar, no projeto piloto, a complementação das disciplinas Epidemiologia e Regulamentação do SUS como critério de revalidação do diploma emitido no exterior. Assim, mesmo que sejam reprovados nas provas teóricas e práticas, os médicos teriam uma segunda chance de revalidação.

Janilson Lopes, que preside a Associação Nacional de pais e médicos Formados em Cuba, informou que “as últimas notícias envolvendo a nossa luta são as mais animadoras e nos projetam para um desfecho satisfatório já nos próximos meses”.

Acre e Pando assinam protocolo de intenções com 13 compromissos



Os governadores do Acre, Binho Marques, e do Departamento de Pando, contra-almirante Rafael Bandeira Arze, assinaram nesta terça-feira, 17, um protocolo de intenções visando à realização de um intercâmbio nas áreas de saúde, educação, segurança, pesquisas, meio ambiente, esportes e turismo.

Os governadores do Acre, Binho Marques, e do Departamento de Pando, contra-almirante Rafael Bandeira Arze, assinaram nesta terça-feira, 17, um protocolo de intenções visando à realização de um intercâmbio nas áreas de saúde, educação, segurança, pesquisas, meio ambiente, esportes e turismo.

O documento foi firmado em Cobija durante o “I Encontro de Irmandade Brasil-Bolívia”, um evento promovido pelo governo de Pando em parceria com a prefeitura de Cobija para dar início a um processo de integração regional.

Toda a cidade parou para recepcionar a delegação acreana. As escolas suspenderam as aulas e as crianças foram à Ponte Wilson Pinheiro para receber os brasileiros acenando com bandeirinhas de papel. Binho seguiu à frente da delegação acompanhado pelo presidente da Aleac, Edvaldo Magalhães, 17 deputados e 20 de seus assessores e secretários.

O presidente Evo Morales enviou para representá-lo seu ministro das Relações Exteriores, David Choquehuanca. A irmã do presidente, Ester Morales, também compareceu ao evento.

Os governadores, parlamentares e secretários de Estado foram homenageados com uma cerimônia em frente ao Palácio do Governo de Pando e, logo em seguida, em uma Sessão de Honra do Conselho Municipal. Houve troca de bandeiras e de presentes entre os governadores e a concessão do título de “Visitante Ilustre” para Binho e Edvaldo, uma honraria destinada a autoridades.

O Encontro foi finalizado com uma visita da comitiva às instalações da Zona Franca de Cobija, localizada na Vila Bush, onde um pequeno parque industrial começa a despontar com a inauguração de uma tecelagem e, breve, de uma cervejaria.
Ao discursar em frente ao Palácio, Binho lembrou que o encontro acontecia exatamente no dia em que o Acre comemora a assinatura do Tratado de Petrópolis, o documento que definiu a fronteira do Estado com a Bolívia e pacificou a região.

Mais tarde, depois de assinar o protocolo de intenções, o governador Binho Marques declarou que o documento será cumprido à risca e que, em 2010, ele vai inaugurar uma praça em Rio Branco homenageando o povo boliviano.

Binho lembrou que, quando criança, adorava visitar Cobija com seu pai, pois se encantava em ver que bastava atravessar o rio para descobrir um mundo novo, de língua e cultura diferentes. “Nós temos que desenvolver uma integração respeitando essa diversidade cultural”, frisou.

Passar a borracha

O presidente da Aleac, deputado Edvaldo Magalhães, foi convidado a falar durante o almoço e lembrou do grande esforço diplomático realizado para pacificar a região em 1903. Agora, uma vez definida a fronteira, Edvaldo defende que seja passado uma borracha sobre ela. “Como disse o governador Binho simbolicamente, estamos querendo passar uma borracha na fronteira”.

Edvaldo lembrou que as brisas não pedem licença para atravessar o rio e soprar do lado de lá, assim como os animais que vivem de um lado para outro se reproduzindo sem escolher fronteiras. Com o encontro dos dois governadores, Edvaldo afirmou que agora é hora de diminuir a papelada e aumentar a amizade.

O presidente da Aleac vem idealizando este encontro desde 7 de outubro quando recebeu em seu gabinete o senador boliviano Andrés Heredia Guzmán, eleito pelo departamento de Pando. O senador, do Movimento ao Socialismo, a aliança que levou o presidente Evo Morales ao poder, veio à sede do Parlamento acreano para discutir uma solução ao problema das famílias de agricultores brasileiros que vivem na faixa de fronteira e dos estudantes de Santa Cruz de La Sierra.

Desde então, Andrés e Edvaldo combinaram a realização de um seminário entre os dois estados que resultou nas solenidades desta terça-feira. “Antes, o Acre tinha apenas relações pessoais com o governo de Pando. Nunca houve um encontro entre instituições. Foi preciso uma tragédia em Santa Cruz para que as instituições pudessem se unir”, declarou.

De 7 de outubro a 17 de novembro, foram 40 dias de uma movimentada agenda que incluiu reuniões com o vice-presidente da Bolívia, Álvaro Linera, e com o ministro-chefe da Casa Civil, Juan Ramon Quintana, em Cobija, e com outros dois ministros em La Paz.

Gladson participa de voo inaugural da Trip.



A diretoria de Relações Institucionais da Trip Linhas Aéreas comunicou oficialmente, no início desta semana, o gabinete do deputado Gladson Cameli acerca do início das operações da empresa para o Acre. O vôo inaugural está marcado para o dia 14 de dezembro(segunda-feira).O percurso original se inicia em São Paulo,passa por Cuiabá(MT) e Porto Velho(RO),pernoitando em Cruzeiro do Sul.

A diretoria de Relações Institucionais da Trip Linhas Aéreas comunicou oficialmente, no início desta semana, o gabinete do deputado Gladson Cameli acerca do início das operações da empresa para o Acre. O vôo inaugural está marcado para o dia 14 de dezembro(segunda-feira).O percurso original se inicia em São Paulo,passa por Cuiabá(MT) e Porto Velho(RO),pernoitando em Cruzeiro do Sul.

No dia seguinte a aeronave,um ATR 72, turbo-hélice de 68 lugares, sai pela manhã de Cruzeiro do Sul com destino a Rio Branco, chegando a Cuiabá por volta das 10;00hs.Para o deputado, é a opção que os acreanos,e em especial o Vale do Juruá, esperavam a muito tempo."E para mim, é o resultado de um esforço que valeu a pena.Por isto mesmo,faço questão de estar no voo inaugural".

Segundo o percurso preliminar da empresa, na capital de Mato Grosso os passageiros terão ainda direito a conexão direta para Guarulhos, em jato 175 da Embraer. O deputado, juntamente com o senador Tião Viana (PT) e o próprio vice-governador, César Messias, se comprometeram com a empresa em fazer gestão junto ao Governo do Estado na legislação de incentivo sobre o ICMS. tudo para a aquisição do combustível de aviação a menor preço, fator fundamental para a consolidação e sustentabilidade da TRIP no Estado do Acre. Empresa regional, a TRIP atua com uma frota de 27 aviões ligando 73 das principais cidades brasileiras. De acordo com o parlamentar acreano,só a entrada da TRIP no mercado aéreo local é fator decisivo para,”o acirramento da concorrência,com claros benefícios para o usuário no que se refere a tarifas”

A entrada de novas empresas no mercado acreano foi uma das bandeiras de luta do deputado desde o início de mandato. O monopólio de empresas no transporte aéreo para o Juruá acarretou uma série de transtorno para a população em virtude da falta de concorrência. Dentre eles, a falta de alternativa no horário, a tarifa alta e até mesmo o transporte de doentes em maca, conseguido sucessivas vezes através de liminar da Justiça. Para o deputado, a entrada de uma nova companhia no percurso facilita e barateia até mesmo o transporte de mercadorias. Muitas delas, necessárias no dia a dia, como remédios e peças de reposição de máquinas,” mas de custo elevado em virtude do transporte aéreo e das dificuldades de tempo necessário para o transporte rodoviário”.

Relatório revela, em detalhes, produção agrícola transportada pela prefeitura



Prefeitura de Cruzeiro do Sul divulgou nessa terça feira relatório que mostra o volume da produção agrícola transportada, gratuitamente, através de barcos e caminhões, da zona rural para o mercado consumidor, na área urbana do município. Só de farinha, um dos principais produtos da região, foram transportados aproximadamente 9.700 sacos, mais de 11 mil melancias e 75.600 cachos de banana.


Prefeitura de Cruzeiro do Sul divulgou nessa terça feira relatório que mostra o volume da produção agrícola transportada, gratuitamente, através de barcos e caminhões, da zona rural para o mercado consumidor, na área urbana do município. Só de farinha, um dos principais produtos da região, foram transportados aproximadamente 9.700 sacos, mais de 11 mil melancias e 75.600 cachos de banana.

Para o prefeito Vagner Sales, “isso mostra que a decisão tomada logo no inicio da gestão estava correta, porque quando financia o transporte da produção e de produtores, a prefeitura incentiva o homem do campo a continuar produzindo, aumenta sua renda e sua dignidade e, o que é extremamente importante, mantém a população urbana abastecida com alimento de qualidade, por um preço bem mais em conta”.

Para isso foram feitas mais de 500 viagens de oito barcos ao longo dos rios Juruá, Val Paraíso, Mirim e Liberdade. De acordo com o secretário de Agricultura e Desenvolvimento Agrário, Erni Dombrowski, “para cada um desses rios a prefeitura aluga dois barcos com capacidade para até 6 toneladas, cada um. Isso permitiu, por exemplo, atender 14 comunidades de produtores de farinha no Rio Liberdade, de onde saíram entre fevereiro e novembro, 3.024 sacos de farinha”.

Das 45 comunidades ao longo dos rios Juruá, Mirim e Val Paraíso, a prefeitura transportou 75.600 cachos de banana, 930 sacos de arroz, 2.500 de farinha, 3.885 melancias e 52 sacos de milho. Por via terrestre, os caminhões enviados pela prefeitura beneficiaram produtores do Projeto Taquari, Ramais Dois, Três e Cinco, as BR 364 e 307, as comunidades de agricultores da Vila São Pedro, Santa Rosa, Buritirana, Ramal dos Paulinos e Mariana I e II. Ao todo foram transportados dessas comunidades rurais 4.200 sacos de farinha, 390 sacos de arroz, 7.247 melancias e 3.270 sacos de milho.

Mecanização Agrícola

O secretário de Agricultura, Erni Dombrowski, explica que a prefeitura não apoiou apenas o transporte da produção, mas enviou cinco tratores para arar as terras dos agricultores na zona rural. O relatório divulgado mostra que 84 comunidades agrícolas foram beneficiadas com a iniciativa da prefeitura.

Isso significa dizer que 474 produtores plantaram suas culturas em 481 hectares de terra, sem precisar fazer uso de queimadas, o que ocorria com freqüência em gestões anteriores. Entre as comunidades beneficiadas estão Santa Luzia, Lagoinha, São Pedro, Santa Rosa, Buritirana, Assis Brasil e Mourapiranga, entre outras.

Assessoria