quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Nível do rio Juruá sobe e permite chegada de balsas que estavam encalhadas


O rio Juruá durante o mês de janeiro atingiu apenas a cota dos seis metros o que fez com que 10 balsas que subiam o rio com mercadorias diversas ficassem impossibilitadas de chegar a Cruzeiro do Sul, ficando encalhadas abaixo de Ipixuna, no Amazonas. Nas últimas 96 horas, no entanto, as fortes chuvas fizeram com que o rio subisse cerca de 3,5 metros - segundo informações do Corpo de Bombeiros - possibilitando a chegada das balsas.

Escrito por Flaviano Schneider

Descartado o risco de desabastecimento no Vale do Juruá

O rio Juruá durante o mês de janeiro atingiu apenas a cota dos seis metros o que fez com que 10 balsas que subiam o rio com mercadorias diversas ficassem impossibilitadas de chegar a Cruzeiro do Sul, ficando encalhadas abaixo de Ipixuna, no Amazonas. Nas últimas 96 horas, no entanto, as fortes chuvas fizeram com que o rio subisse cerca de 3,5 metros - segundo informações do Corpo de Bombeiros - possibilitando a chegada das balsas.

A notícia é confirmada pelo presidente da Associação Comercial do Alto Juruá (ACAJ), Marcos Venício Alencar Souza. Segundo ele, com a subida do rio, as 10 balsas, com uma média de mil toneladas cada, puderam prosseguir viagem e algumas já estão chegando ao porto da cidade. "Pode até faltar um ou outro produto nas prateleiras, mas está descartado o risco de desabastecimento no inverno" - disse.

Bombeiros atentos

O tenente Rômulo Barros disse que embora a cota atingida pelo rio até agora ainda não seja preocupante, o Corpo de Bombeiros está atento aos desastres naturais que estão ocorrendo em outras partes do país e sempre monitorando a subida e descida das águas do rio Juruá. Ele conta que trabalha há 17 anos como bombeiro em Cruzeiro do Sul e o que percebe é que na atualidade as coisas estão diferentes. "Em novembro sempre tinha uma enchida do rio e desta vez não aconteceu". Ele estranhou também o fato de o rio ter chegado à cota dos seis metros em janeiro, quando normalmente tinha mais água.

Tenente Rômulo garante que os bombeiros apoiados pela Defesa Civil do município tem um plano de contingência para ser executado em caso de subida do rio. Ele conta que os bairros que mais sofreamílias foram retiradas das áreas de risco dos bairros da Lagoa e do Miritizal, o que já vai contribuir para diminuir o problema.

"Antes, tínhamos os períodos seco e chuvoso bem definidos mas parece que as alterações climáticas no planeta estão diminuindo esta consistência. Esperávamos um inverno rigoroso, o que ainda não aconteceu, mas o governo está atento às mudanças no tempo e o Corpo de Bombeiros está preparado para o caso de o rio subir muito" - disse.

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