quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Polícia abre inquérito para responsabilizar taxistas que agrediram assassino de colega



Os taxistas responsáveis pelas agressões contra Paulo Roberto de Araújo Campelo Filho, o Cuca, que matou no dia 10 de dezembro de 2009, o também taxista, Abílio Simão Pereira, serão indiciados criminalmente. O delegado Elton Futigami instaurou inquérito para apurar a responsabilidade de cada um que participou do espancamento praticado no dia em que o rapaz foi capturado na estrada de acesso à comunidade do rio Gama.

Mazinho Rogerio
Foto Aureo Neto

Os taxistas responsáveis pelas agressões contra Paulo Roberto de Araújo Campelo Filho, o Cuca, que matou no dia 10 de dezembro de 2009, o também taxista, Abílio Simão Pereira, serão indiciados criminalmente. O delegado Elton Futigami instaurou inquérito para apurar a responsabilidade de cada um que participou do espancamento praticado no dia em que o rapaz foi capturado na estrada de acesso à comunidade do rio Gama.

Paulo Roberto assassinou Abílio Simão Pereira de forma brutal, com oito facadas no peito, após solicitar os serviços do taxista. O crime revoltou os colegas de trabalho da vítima que prenderam e lincharam o responsável pelo crime.

Segundo Futigami, um grupo formado por oito ou dez colegas de trabalho do taxista Abílio estava no momento da captura de Cuca, mas nem todos participaram diretamente das agressões. As investigações que estão em andamento têm como finalidade identificar os envolvidos e a ação praticada por cada um nas lesões provocadas à vitima.

Até agora o delegado já interrogou 5 dos taxistas que faziam parte do grupo, mas apenas um foi indiciado, de nome Daurimar, por ter sido o único que Cuca reconheceu e denunciou durante o depoimento à polícia. “Os outros quatro estavam no momento, mas não existem provas de que eles também praticaram as agressões. Alguns até tentaram impedir que o rapaz fosse espancado” – ressaltou Futigami.

No entanto, o delegado afirma que todos que tiverem participação comprovada no linchamento serão autuados e responderão pelo crime de lesão corporal. “O primeiro exame de corpo de delito indica que houve lesão corporal de natureza grave. Mas, para que isso possa ser atestado, esperamos o resultado de outro laudo que só pode ser feito após 30 dias” – informou.

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