quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Prefeitura aumenta taxas e comerciantes alegam que não podem pagar



Os comerciantes do Mercado Rosemiro Alves receberam esta semana um documento que regulamenta a utilização dos pontos comerciais que ocupam no prédio público do município. De acordo com as regras estabelecidas pela prefeitura, eles devem pagar pela permissão de uso de cada pequeno comércio, de apenas 10 metros quadrados, uma mensalidade de R$ 350,00. Os pequenos comerciantes afirmam que não podem pagar o valor que foi determinado.

Os comerciantes do Mercado Rosemiro Alves receberam esta semana um documento que regulamenta a utilização dos pontos comerciais que ocupam no prédio público do município. De acordo com as regras estabelecidas pela prefeitura, eles devem pagar pela permissão de uso de cada pequeno comércio, de apenas 10 metros quadrados, uma mensalidade de R$ 350,00. Os pequenos comerciantes afirmam que não podem pagar o valor que foi determinado.

No Mercado Rosemiro Alves são comercializados produtos de vários tipos. Confecções, bijuterias e outros são objetos de venda nos pequenos espaços do mercado que foi reconstruído pela prefeitura no ano passado. Além da prestação de serviços de sapateiros e consertos de relógios.

No entanto, as pessoas que ocupam os pontos comerciais alegam que o faturamento é baixo e não conseguem renda para pagar o valor da taxa que foi estipulada em R$ 350,00. “Pra se ter uma idéia das dificuldades que enfrentamos, hoje até ao meio dia, só faturei cinqüenta centavos” – disse Aldemir Rosas da Silva que vende biscoitos de goma, utensílios de pescas, alguns produtos alimentícios.

Até então os pequenos comerciantes do Mercado Rosemiro Alves pagavam uma taxa de apenas R$ 21,00. “Se fosse pelo menos até R$ 100,00 ficaria mais fácil pra gente pagar. Agora, R$ 350,00 é um absurdo e nós não temos como pagar esse valor. Acho que seria melhor a prefeitura colocar um preço que todos pudéssemos pagar porque seria bom para a prefeitura que ia receber e pra nós que não corríamos riscos de perder o ponto por falta de pagamento” – afirmou à comerciante Aldenízia Oliveira.

Quem também questiona o aumento abusivo no preço da licença para uso dos pontos comerciais é o pequeno comerciante Pedro Campos. “A taxa que a prefeitura está cobrando deve ser pelo aluguel e não por permissão de uso. Nem acredito que o prefeito esteja fazendo isso com a gente porque acho que ele é um cara bacana. Vamos procurar a prefeito para tentarmos uma negociação que seja favorável para todos nós, até porque, não temos só isso para pagar, temos outros impostos e se for para pagar esse valor não vamos puder compra as coisas para nossas famílias” – disse.

O prefeito em exercício, Mazinho Santiago, afirmou que todas as taxas para o uso dos comércios dos prédios públicos da cidade foram discutidas com as pessoas que ocupam cada mercado. Segundo ele, de cada complexo comercial foi montada uma comissão que definiu, em reuniões com a prefeitura, o valor a ser pago pelo uso dos todas as lojas. “Não vejo mais possibilidades de baixar esse valor já que foi uma coisa que todos concordaram em pagar” – afirmou Mazinho.

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