quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Sindicato dos Urbanitários alerta: Vale do Juruá está fora da licitação do linhão para energia


O presidente do Sindicato dos Urbanitários do Acre, Marcelo Jucá, acompanhado do diretor Domingos do Monte e do representante na região, Antonio Pereira Mesquita, realizaram reuniões com funcionários da Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Companhia de Saneamento do Acre (Sanacre) e Departamento de Agua e Esgoto (Deas) nos municípios do Vale do Juruá, onde discutiram a situação das empresas e os acordos coletivos de trabalho.

O presidente do Sindicato dos Urbanitários do Acre, Marcelo Jucá, acompanhado do diretor Domingos do Monte e do representante na região, Antonio Pereira Mesquita, realizaram reuniões com funcionários da Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Companhia de Saneamento do Acre (Sanacre) e Departamento de Agua e Esgoto (Deas) nos municípios do Vale do Juruá, onde discutiram a situação das empresas e os acordos coletivos de trabalho.

“Estamos nos reunindo com os funcionários para informar sobre a atual situação das empresas e dos acordos coletivos de trabalho. Recentemente tivemos uma reunião com o presidente da Sanacre, Carlos Simão Paiva, que demonstrou interesse em apresentar sugestão ao governo do Estado para revitalizar a empresa, que teve papel importante na distribuição de água, saneamento e esgoto, serviços de grande importância à população”, destacou.

A melhoria das condições de trabalho para os funcionários é uma das bandeiras do Sindicato dos Urbanitários que cobra do governo do Estado à realização de concurso público para o preenchimento das vagas que estão sendo ocupadas por funcionários do Deas. Na Eletroacre a preocupação é por conta da terceirização dos serviços de plantão, corte religação e manutenção que deveriam ser realizando por funcionários concursados.

“Os funcionários da Sanacre estão prestando serviço ao Deas e recebendo da empresa. Estamos nessa discussão há algum tempo, cobrando do governo a revitalização da Sanacre e a realização de concurso público, para que os funcionários possam ter melhores condições de trabalho, pois há funcionários que têm mais de 10 anos de trabalho no Deas e têm dificuldade de defender os seus direitos. Orientamos que guardem todos os documentos para que possam buscar na Justiça os direitos que não estão sendo respeitados. No caso da Eletroacre os funcionários das terceirizadas sofrem muito, ganham pouco, não são capacitados para realizar o trabalho, além de não ter equipamentos de segurança. Recentemente denunciamos que os pneus dos carros utilizados nos plantões estavam completamente sem condições de uso”, disse.

Linhão para energia não contempla Vale do Juruá

Marcelo Jucá alertou que a população e os políticos do Juruá precisam se preocupar com a implantação do linhão que vai trazer energia das hidrelétricas de Rondônia para o Acre, porque a licitação não contempla recursos para a implantação do linhão na região.

“Estamos fazendo um alerta sobre a questão do linhão porque a licitação que está em andamento não contempla a região do Juruá. A informação que temos é que o segundo linhão que está sendo licitado só vai chegar até Manoel Urbano. Então, expedimos ofícios aos prefeitos e políticos alertando sobre o problema”, afirmou.

O blecaute que causou grandes prejuízos à população de Rio Branco é citado pelo presidente do sindicato como exemplo, dizendo que o linhão precisa ser implantado até Cruzeiro do Sul para que traga a energia das hidrelétricas que estão sendo construídas em Rondônia e futuramente vão gerar energia limpa e barata para atender com mais qualidade a população.

Segundo Marcelo Jucá a mudança da diretoria da Eletroacre para o Rio de Janeiro não prejudicou o desenvolvimento da Eletroacre na região e recentemente o Governo Federal anunciou que vai investir mais de R$ 1 bilhão nas empresas de distribuição de energia - Eletroacre, Ceron, Manaus Energia, Cepisa (Piauí), Ceal (Alagoas) e em Roraima - sendo que R$ 89 milhões serão investidos no Acre.

“Estamos acompanhando a situação, no primeiro momento ficamos preocupados, porque as decisões seriam tomadas no Rio de Janeiro. Mas, a representação no Acre está funcionando relativamente bem. É preciso que a sociedade cobre de seus representantes mais investimentos no setor de energia da região que precisa de orçamento. Um exemplo é o Programa Luz Para Todos, que leva energia às pessoas da zona rural, mas que está tendo problemas porque não existe orçamento para a manutenção. Em alguns casos, quando acontecem problemas as pessoas ficam esperando semanas para que seja restabelecida a energia”, finalizou.


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