quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Governo entrega Mercado Joãozinho Melo aos proprietários e inquilinos dos boxes



O vice-governador César Messias entregou hoje aos proprietários e inquilinos a obra recuperada e revitalizada do Mercadinho Joãozinho Melo, no Centro de Cruzeiro do Sul. A obra na verdade abrange ainda o antigo ‘Mercado do Peixe’ que agora funciona de forma anexa. Os prédios fazem parte da história de Cruzeiro do Sul, foram construídos há 70 anos e tiveram apenas uma reforma em 1961. O projeto – que precisou ser modificado durante a construção para atender todas as pessoas que se diziam com direito a boxes – manejou os espaços na área construída de 1,7 mil metros, o que possibilitou a construção de 99 boxes.


Flaviano Schneider

Fotos Onofre Brito



O vice-governador César Messias entregou hoje aos proprietários e inquilinos a obra recuperada e revitalizada do Mercadinho Joãozinho Melo, no Centro de Cruzeiro do Sul. A obra na verdade abrange ainda o antigo ‘Mercado do Peixe’ que agora funciona de forma anexa. Os prédios fazem parte da história de Cruzeiro do Sul, foram construídos há 70 anos e tiveram apenas uma reforma em 1961. O projeto – que precisou ser modificado durante a construção para atender todas as pessoas que se diziam com direito a boxes – manejou os espaços na área construída de 1,7 mil metros, o que possibilitou a construção de 99 boxes.

O proprietário de um dos boxes, Hélio Nogueira, recebeu das mãos do vice-governador sua chave, iniciando o processo de distribuição que continuou durante a tarde. Hélio conta que começou a trabalhar no mercado ainda criança há uns 40 anos Ele disse ter presenciado algumas reformas no mercado: “Mas nenhuma comparável a esta. Essa foi a melhor coisa que poderia ter acontecido para nós.

Agora estou feliz demais, isso é coisa de primeiro mundo. Às vezes, a gente tinha vergonha do lugar em que trabalhava. Hoje a gente se sente orgulhoso de trabalhar num lugar desse” - disse.
O presidente da Associação dos Micro e Pequenos Empresários de Cruzeiro do Sul, Elson Costa, considerou o momento como ”de comemoração” e contou que a associação procurou o governo do estado para que auxiliasse no momento da entrega dos boxes.

Segundo contou, foi obedecida a relação das pessoas que ocupavam os boxes no período anterior à reforma dos mercados. A associação intermediou para que - em alguns casos - inquilinos e proprietários se entendam. “Quem é proprietário é proprietário e quem é inquilino é inquilino, é o que defende a associação, porque o direito à propriedade é respeitado no Brasil” – disse.

Elson explicou que desde o início do processo a Associação procurou ajudar na identificação dos pontos. “Buscamos o entendimento com a prefeitura, mas como não houve, pois a prefeitura quer que os micro-empresários assinem um termo de compromisso que é prejudicial a eles, então nós buscamos o governo para que a entrega fosse feita dessa forma: o governo devolve às pessoas que lá estavam e foram retiradas para as obras começarem”, explanou.

O que mais irritou os comerciantes do mercado no termo de compromisso da prefeitura foi o aumento em mais de 100% das taxas de aluguel dos boxes, o que, segundo a maioria, inviabilizaria seus pontos de comércio.

Comissão decidiu

O vice-governador conduziu a negociação com a Associação dos Micro e Pequenos Empresários e uma comissão formada pelos comerciantes do mercado desde a semana passada. A entrega aconteceu de acordo com o entendimento com a comissão. Ele fez questão de frisar que o Governo do Estado não está interferindo em decisão da prefeitura, que tem todo direito de buscar o entendimento, cobrando os valores que acha que deve cobrar de aluguel de cada um dos boxes, e acima de tudo o governo não está tirando poder de quem se diz proprietário e passando poder para aquele que se diz inquilino.

“O que nós estamos fazendo é achando uma saída diplomática para que realmente se encontre entendimento e este mercado, esta obra tão linda que o governo está entregando à sociedade de Cruzeiro do Sul, comece a funcionar e que estas pessoas que dependem deste espaço para sua sobrevivência possam trabalhar. Cesar Messias pediu publicamente desculpas a todos pelo atraso que houve na conclusão das obras e disse estar na torcida para que todos tenham o retorno necessário e se recuperem do prejuízo que tiveram no tempo que ficaram impossibilitados de trabalhar.

As obras custaram R$ 1.910.310,86 com recursos do Governo Federal, da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) do Governo do Estado. Os dois mercados agora anexos são tradicionalmente ocupados por microempresários, com negócios diversos como lojas de confecções, sapatos, cama e mesa, armarinhos e pensões que servem pratos populares.

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