segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mandarová pode atacar novamente plantio de mandioca, alerta IDAF



A lagarta que já dizimou plantações de mandioca na região do Juruá pode atacar novamente se não houver os cuidados necessários pelo governo e pelos produtores para combater a praga. O alerta foi dado pelo IDAF e pela Universidade Federal do Acre aos representantes dos trabalhadores rurais e aos secretários municipais de agricultura, em uma reunião realizada na última sexta-feira (05). As informações são baseadas em pesquisas desenvolvidas por professores e alunos do curso de Agronomia da UFAC que detectaram a presença da lagarta em diversas comunidades.


A lagarta que já dizimou plantações de mandioca na região do Juruá pode atacar novamente se não houver os cuidados necessários pelo governo e pelos produtores para combater a praga. O alerta foi dado pelo IDAF e pela Universidade Federal do Acre aos representantes dos trabalhadores rurais e aos secretários municipais de agricultura, em uma reunião realizada na última sexta-feira (05). As informações são baseadas em pesquisas desenvolvidas por professores e alunos do curso de Agronomia da UFAC que detectaram a presença da lagarta em diversas comunidades.

O grupo acadêmico que realiza estudos sobre todos os aspectos da lagarta, desenvolve as pesquisas em três comunidades, nas quais, constatou a presença do mandarová em três fases de reprodução. “Encontramos nas fases de ovo, de larvas e adultas” – afirmou o professor Josimar Batista, que coordena o projeto de pesquisas dos alunos.

A constatação dos estudantes se tornou motivo de preocupação para o Instituto de
Defesa Agro-florestal que resolveu convocar, em caráter de urgência, os presidentes dos sindicatos dos trabalhadores rurais de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima, e os representantes das prefeituras dos três municípios para fazer o alerta. De acordo com Marcos Pereira de Souza, gerente do IDAF na região, o objetivo é orientar os produtores e as secretarias municipais de agricultura para se preparem para controlar a lagarta logo antes que ela comece a atacar as plantações.

“Nosso propósito é que cada sociedade agrícola esteja equipada com um kit para borrifar os roçados e com o inseticida adequado para combater a praga. E todos estejam atentos e realizem vistorias diárias nas plantações para fazer o controle da lagarta antes que ela comece a afetar os roçados” - afirmou Pereira
Nos anos de 2006 e 2007, o mandarová se tornou uma praga nos três municípios ocasionando grandes prejuízos para os produtores. Na época, de acordo com o IDAF, houve uma queda de 30% na produção de farinha. O mandarová ataca os roçados para se alimentar das folhas da mandioca e deixa as plantas improdutivas.

O presidente do sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rodrigues Alves, Ruster Batista, lembrou, durantes a reunião, que, algumas plantações foram destruídas totalmente pela lagarta, outras ficaram pela metade. “Foi uma situação de calamidade para nossos agricultores e que não queremos mais que aconteça. Por isso, são importantes as orientações que estamos recebendo para que possamos nos preparar para evitar que tenhamos o mesmo prejuízo” – afirmou.



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