quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

PM de vale do Juruá conta com novo tipo de arma: a pistola taser



A Polícia Militar em Cruzeiro do Sul passa a contar agora com mais uma arma para garantir a segurança pública: a pistola taser. Segundo explicação do major Dantas, comandante da COE na capital do Estado que apresentou a arma aos policiais cruzeirenses, o taser é uma arma essencialmente não letal.

Escrito por Flaviano Schneider
Foto Flaviano Schneider

Policiais de Cruzeiro receberam orientações do comandante da COE em relação ao uso da nova ferramenta

A Polícia Militar em Cruzeiro do Sul passa a contar agora com mais uma arma para garantir a segurança pública: a pistola taser. Segundo explicação do major Dantas, comandante da COE na capital do Estado que apresentou a arma aos policiais cruzeirenses, o taser é uma arma essencialmente não letal.

Ela emite ondas T (TWaves) que paralisam o criminoso, ao interromper a comunicação do cérebro com os músculos. Isto dá ao policial o tempo necessário para que possa algemar o criminoso. Quem recebe o disparo, se estiver de pé, cai. O tempo de paralisação depende do critério do policial que pode continuar pressionando o gatilho ou não.

Para o capitão Moura Negreiros a pistola taser veio num momento muito bom, pois é período de carnaval e em vez de usar uma arma de fogo, o policial vai poder usar uma arma não letal. Ele explica que a arma pode ser usada em tumultos e em situações de reações violentas à ação policial e avalia que em Cruzeiro do Sul a taser será muito útil, pois existe a questão regional do uso de facas e terçados em atos de violência. Ele informa que o batalhão de Cruzeiro do Sul está recebendo inicialmente seis pistolas, mas a intenção é que todos os policiais tenham uma.

O tenente Igor também considerou uma grande aquisição da polícia a pistola taser. Ele explica que a taser age no sistema motor e paralisa os movimentos. Por ser não letal, tem seu inteiro apoio.

O major Dantas é instrutor nacional de Polícia, sendo formado pela U.S. Police internacional e fez a apresentação da taser a dezenas de policiais, no quartel da PM. Segundo ele, a Secretaria Nacional de Segurança Pública fez doação ao estado de 50 kits taser (pistola e munição) e o governo do Estado está adquirindo mais 75.

“Em 2006 – conta o major Dantas - fiz uma monografia buscando que os Direitos Humanos observassem de perto esta tecnologia e fizessem avaliação em relação a ela. Trabalhamos no estado da Paraíba e lá nós logramos êxito. Com esta arma o policial tem uma ferramenta capaz de neutralizar o agressor imediatamente”.

Na apresentação foram mostrados os pontos fracos e fortes da nova arma e como ela deve ser usada de modo a evitar excessos que possam ser cometidos contra o cidadão. Conforme o major, a taser não causa risco ao coração, pois trabalha na área da corrente cerebral e da corrente motora. “Ela causa uma incapacitação neuro-muscular e não há risco para o cardíaco nem para o portador de marcapasso”.

Existem vários modelos de pistola taser. Em uso no Acre é a M26, em versão exclusiva para as Forças Armadas, órgãos de segurança pública, guardas municipais e empresas de vigilância privada, desde que devidamente autorizadas.

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