segunda-feira, 22 de março de 2010

Jornalista destratado pelo Diretor de Arbitragem da Federação Acriana de Futebol no Estádio o Totão


Quero levar ao conhecimento de todos, um episódio ocorrido no Estádio Totão na tarde deste domingo, 21 de março de 2010, durante a partida de futebol disputada entre as equipes do Náuas e Rio Branco pelo Campeonato Acreano de Futebol.


Quero levar ao conhecimento de todos, um episódio ocorrido no Estádio Totão na tarde deste domingo, 21 de março de 2010, durante a partida de futebol disputada entre as equipes do Náuas e Rio Branco pelo Campeonato Acreano de Futebol. Cheguei ao estádio por volta das 16h, e, como de em outras ocasiões, fui bem recebido pelos responsáveis pela portaria que me deixaram entrar sem cobrar qualquer ônus e, por sinal, com muito respeito por certificarem-se de que estava no exercício da profissão que desempenho com muita responsabilidade há 15 anos. No entanto, o tal episódio que me refiro, que me fez perder o sono durante esta madrugada, foi à forma como fui destratado na hora que tentei me dirigir à pista, ou lateral do gramado, para realizar o trabalho de observar a partida, gravar entrevistas e acompanhar o desenrolar do evento.

Para ter acesso à área restrita aos profissionais da imprensa, aos protagonistas do jogo e aos responsáveis pela organização, tive a paciência de esperar o início da partida e a sensibilidade, como sempre, de solicitar autorização ao quarto árbitro. Até então, foi com muito respeito que tive a permissão do senhor Ralid, para adentrar com o intuito de realizar meu trabalho. Entretanto, o mesmo respeito faltou por parte de um cidadão que, de uma forma arbitrária e despreparada, me expulsou do recinto sem ao menos querer saber quem sou, ou o que estaria tentado fazer naquele momento.

Esse cidadão, contrariando a decisão do quarto árbitro, me obrigou, aos gritos e com muita ignorância, a deixar o ambiente afirmando que ali não era lugar de bagunça e que para assistir o jogo era melhor da arquibancada. Diante de tamanho constrangimento deixei o local, e, já do lado de fora, tentei me identificar, dizer que representava a Rádio e TV Juruá, o portal Juruá e ainda o Jornal Voz do Norte, e queria apenas cumprir a missão que me foi conferida, mas o dito cidadão se quer me deu o direito a isso.

Ainda por cima, ao perceber que o cinegrafista Josielson Correia se aproximava para gravar a conversa, ameaçou também a expulsá-lo do recinto e proibir que nossa equipe realizasse o trabalho. Assim como não me deu oportunidade, o mesmo também se negou a se identificar, chegando à extrema falta de educação de responder “não tenho nome”, no momento em que solicitei sua identificação.

Ressalto que, enquanto estava do lado de fora da área em que, no Brasil inteiro, os profissionais da imprensa, a serviço, têm acesso, funcionários de outras empresas de comunicação já estavam posicionados para realizar seus trabalhos. Contudo, para que eu pudesse ter o mesmo direito, foi necessária a intervenção do jornalista Jairo Barbosa da TV Rio Branco que, ao presenciar o episódio, se incumbiu da responsabilidade de convencer o tal cidadão a permitir minha entrada ao local do jogo.

Para deixar tudo esclarecido e falar de quem realmente desconsiderou meu trabalho, o papel da Rádio e TV Juruá, de todos os seus funcionários e, conseqüentemente da imprensa, tive a preocupação de me informar de que, a pessoa em questão, é o senhor Josemir Raulino, diretor de arbitragem da Federação Acreana de Futebol.

Como não tive oportunidade de explicar ao senhor Josemir o que estaria fazendo naquele local, aproveito para dizer que, durante 15 anos de profissão, jamais havia passado por tal constrangimento e que realmente seria mais cômodo assistir o jogo da arquibancada, ao lado de minha família que estava no estádio, se não fosse à necessidade de realizar o trabalho e está em um local adequado para tanto. Sendo assim, não admito que pessoas despreparadas queiram abusar da “autoridade” para prejudicar o que sempre fiz com muita determinação e responsabilidade.

Deixo claro ainda que, até que me provem ao contrário, meu comportamento em qualquer evento que participei está acima de qualquer suspeita. Sempre respeitei os limites, nunca me prevaleci da profissão para tirar qualquer vantagem e jamais baguncei ou tentei prejudicar o trabalho dos outros. Também não foi com essa finalidade que a Rádio e TV Juruá, empresa credenciada pela população, homologada por todas as instituições competentes, mobilizou uma equipe formada por dois repórteres, dois cinegrafistas, um motorista, evidenciando gastos para fazer a cobertura do jogo no Estádio Totão.

Desta forma, em minha opinião, o coordenador de arbitragem da Federação Acreana de Futebol, quis apenas dizer que era autoridade para as pessoas dessa região que até agora não sabiam quem ele é, ao menosprezar o quarto árbitro e, para tal, faltando com respeito a um trabalhador no exercício de sua função. Não seja por isso, agora todos sabem que se trata de um cidadão que, na minha impressão é mal educado, ignorante, arbitrário e despreparado. Tudo isso até que ele mesmo prove ao contrário e justifique que cometeu apenas um equívoco.

Dejalcimar da Silva Rogério
Jornalista de profissão, repórter da Rádio e TV Juruá, do Portal Juruá Online e do Jornal Voz do Norte




Nenhum comentário: