domingo, 4 de abril de 2010

Cruzeirense paga mais caro para manter tradição de comer peixe na Semana Santa


A procura por peixe aumenta na Semana Santa em razão da tradição de muitos cristãos que não se alimentam de carne vermelha durante o período da morte e ressurreição de Cristo. Com isso, o pescado se torna a principal opção para aqueles que, como forma de respeito ao sofrimento de Jesus, preferem alimentos menos agressivos à crença cristã.

A procura por peixe aumenta na Semana Santa em razão da tradição de muitos cristãos que não se alimentam de carne vermelha durante o período da morte e ressurreição de Cristo. Com isso, o pescado se torna a principal opção para aqueles que, como forma de respeito ao sofrimento de Jesus, preferem alimentos menos agressivos à crença cristã. No entanto, em Cruzeiro do Sul, o consumidor não teve muitas opções no mercado devido à falta de peixe de lagos e rios. A saída para manter a tradição foi o peixe produzido em açudes que é comercializado mais caro do que os outros tipos de pescado.

O consumidor cruzeirense teve que pagar mais caro para ter o peixe à mesa durante a Semana Santa devido à escassez do pescado nos rios e lagos da região. Segundo os pescadores, a enchente no Juruá e seus afluentes não foi na época adequada para as pesqueiras e por isso, não foi grande a fartura no mercado.

Segundo o Presidente da Colônia de Pescadores de Cruzeiro do Sul, Elenildo Souza, 15 barcos pesqueiros que trariam o peixe para abastecer a cidade não chegaram a tempo para Semana Santa. “Tem peixe, mas não o suficiente para todo mundo e também é só peixe miúdo, tem 15 barcos próximos a Ipixuna, mas não vão chegar a tempo.”
Desta forma, a saída foi o peixe vindo das pisciculturas da cidade. Entretanto, dois fatores não agradaram os consumidores, o primeiro é que o peixe criado em açude tem mais gordura e o segundo é o preço bem mais elevado do que nos anos anteriores. Diversas espécies foram colocadas à disposição da população como curimatã, piau, tambacú e tambaqui vendidos a preços entre R$10,00 e R$14,00.

“Tá caro e, além de não ter muito, os pescadores vendem barato, mas os atravessadores vendem caro no mercado”- esclareceu Elenildo.

De acordo com o administrador do mercado de peixe, Sebastião da Silva, os consumidores estão reclamando do aumento do preço. “Só temos peixe de açude, do rio Juruá tem pouco, peixe de açude é caro e quando tem muito do rio fica barato, quando não tem fica caro. Nós já tivemos até uma reunião na Câmara por causa dos valores do peixe, não tem tabela, o preço depende da quantidade de peixe”.

O ex-vereador, Estevão Silva, que estava à procura de peixe afirma que está difícil encontrar e reclamou do preço. “O peixe ta caro, quando eu era vereador nós fizemos uma tabela e fiscalizávamos para que fosse seguida, agora é assim cada um vende do preço que quer” – afirmou.

A previsão para chegada de peixe na cidade é após a Semana Santa. A expectativa da população é que com a chegada dos barcos pesqueiros os preços diminuam.

Kattiúcia Silveira


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