terça-feira, 27 de abril de 2010

Disputa pela liderança do presídio em Cruzeiro do Sul leva dois presos e um policial ao Pronto Socorro


O clima foi tenso durante a manhã desta terça, 27, na Unidade de Recuperação Social, Manoel Néri da Silva, em Cruzeiro do Sul. A disputa pela liderança entre os presidiários resultou em confusão envolvendo os presos do Pavilhão “E”. Dois reeducandos que tentavam comandar os presos foram linchados e feridos com armas fabricadas dentro das celas. Um policial militar que chegou para contornar a situação também saiu ferido.


O clima foi tenso durante a manhã desta terça, 27, na Unidade de Recuperação Social, Manoel Néri da Silva, em Cruzeiro do Sul. A disputa pela liderança entre os presidiários resultou em confusão envolvendo os presos do Pavilhão “E”. Dois reeducandos que tentavam comandar os presos foram linchados e feridos com armas fabricadas dentro das celas. Um policial militar que chegou para contornar a situação também saiu ferido.

A confusão aconteceu durante o banho de sol. Um grupo de 30 presos se rebelou contra outros dois que tentavam impor normas dentro do presídio. Revoltado contra as regras impostas pelos presidiários Manoel Augusto da Silva, o Dega, e Marnilson da Silva Melo, o Mandim, o grupo de presos se organizou e aproveitou o momento que tomavam sol para acabar com a suposta liderança dos dois reeducandos.

Mandim e Dega foram espancados e atingidos por várias vezes com estoques, pedaços de ferro pontiagudos. De acordo com o Comandante da Polícia Militar, na região do Juruá, Coronel Ayres, os dois presos saíram com muitas lesões, mas que "não representam tanta gravidade já que a perfurações foram superficiais".

Ainda de acordo com o Coronel, o tumulto não tomou maiores proporções porque os agentes penitenciários e os policiais militares que estavam de plantão no local agiram com rapidez e conseguiram resgatar os dois presos do meio do grupo que praticava o massacre. Informações não oficiais dão conta de que, no momento em que a segurança entrou no presídio para por fim na confusão, houve disparo de arma de fogo. O Coronel não confirmou essa informação.

Um policial, que até agora ainda não teve o nome divulgado, também foi atingido com um estoque, mas também sem muita gravidade. Mesmo assim o militar foi levado ao Pronto Socorro.

O clima no presídio só voltou à normalidade por volta de meio dia. Outras patrulhas da PM foram acionadas e, juntamente com os agentes penitenciários, colocaram os presos nas celas e realizaram procedimentos de revistas. O Coronel Ayres disse que "todos os envolvidos serão ouvidos na Delegacia e serão responsabilizados pelo tumulto e pelas lesões praticadas contra os detentos e o policial".

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