quarta-feira, 21 de abril de 2010

Jorge e Edvaldo ouvem lideranças na terra de Galvez e Bujari


O município Porto Acre fica a 69 km de Rio Branco, mas sua história remonta há mais de um século quando um espanhol, Luiz Galvez, escolheu a região e lá criou, mesmo que por pouco tempo, o Estado Independente do Acre. Sonhava o visionário que o Acre pudesse ter um futuro e que esse futuro pudesse ser aproveitado por seu povo da forma mais justa possível. Livre do domínio de estrangeiros que por aqui aportaram naquele tempo.

Assessoria

O município Porto Acre fica a 69 km de Rio Branco, mas sua história remonta há mais de um século quando um espanhol, Luiz Galvez, escolheu a região e lá criou, mesmo que por pouco tempo, o Estado Independente do Acre. Sonhava o visionário que o Acre pudesse ter um futuro e que esse futuro pudesse ser aproveitado por seu povo da forma mais justa possível. Livre do domínio de estrangeiros que por aqui aportaram naquele tempo.

Quis o destino e as circunstâncias da vida que Galvez tivesse que ir embora e fosse viver seus últimos dias bem longe do que é hoje o município que abastece a capital com boa parte da produção alimentícia consumida pela população. Porto Acre, além disso, é uma cidade que pulsa progresso, pois corre entre suas veias o sangue de homens e mulheres comprometidos.

Nesta terça, Jorge Viana e Edvaldo Magalhães encontraram com diversas lideranças da cidade e também do município de Bujari. Personalidades das duas comunidades foram debater com os dois líderes os problemas e soluções de suas regiões. Professores, trabalhadores, rurais, religiosos, empresários, políticos locais de todos os matizes e comerciantes conversaram sobre tema de interesse comum.

Jorge Viana começou sua palestra afirmando que “a vida vale centavos” ao recordar de sua luta quando teve que se submeter a uma cirurgia na cidade de São Paulo. Segundo ele, o que deve mover a vida é o prazer em ajudar os outros. “Só a política pode fazer isso. Quem entra na política não pode pensar diferente”.

Para o ex-governador, que está cotado para ser escolhido no dia 30 deste mês como pré-candidato ao Senado, junto com Edvaldo Magalhães, a reunião com lideranças na Terra de Galvez serve de inspiração para enfrentar as batalhas que se avizinham. Jorge lembrou que há quatro anos foi aconselhado pelos partidos da Frente Popular a ficar no governo e coordenar a campanha do então candidato Binho Marques. “É difícil descer do poder. A coisa mais difícil para um político, especialmente com mandato, é convencê-lo a não se candidatar. Mas sou disciplinado e aceitei ficar de fora da política”

Jorge Viana disse que não poderia ficar se intrometendo nos assuntos do governo Binho porque tinha certeza de sua capacidade e cuidado com o Acre. Jorge disse que quando se tem um projeto de interesse público “a gente passa a se ver no outro. E eu me vejo no Binho, que tem uma capacidade incrível e está fazendo um excelente governo”.

Para Jorge Viana, o futuro governador, que ele acredita que poderá ser Tião Viana (também no dia 30 seu nome deverá avalizado pela FP como pré-candidato) consolidará o que foi feito pelo nos governos dele e de Binho. “Tião, se for candidato e eleito, continuará a revolução na Saúde, Educação e Segurança. Tião é o melhor senador que o Acre já teve e está preparado para mais um desafio”.

Jorge lembrou ainda que no fim do mês a FP vai decidir sobre a pré-chapa para o Senado, que tem no nome dele e de Edvaldo os mais cotados. “No meu governo, esse caboco aqui (Edvaldo) foi meu líder e trabalhou comigo de manhã, de tarde e de noite durante oito anos. Nunca perdemos uma votação na Assembleia. A mesma coisa Edvaldo tem feito no governo Binho. Se Edvaldo for candidato e vencer a eleição nós, a FP, terá de volta a vaga no Senado, que nos foi tirada covardemente”.

No município berço da história do Acre, Jorge Viana lembrou Galvez, para realçar a importância da unidade política da FP. “Aqui é a terra de Galvez. Aqui começou a história do Acre. Aqui foi criado o Estado Independente. Saio daqui com mais responsabilidade e mais inspirado”.

Força no projeto e na unidade

Edvaldo Magalhães também falou às lideranças de Porto Acre e Bujari e afirmou que há uma unanimidade na Frente Popular. “A unanimidade é que todos queremos a volta de Jorge Viana à política. Foi ele quem nos juntou há 20 anos. Foi ele quem juntou as dificuldades e tornou a FP no que ela é hoje. Jorge nos ensinou o caminho do barranco porque antes só conhecíamos o caminho da balsa”

Os gestos de Jorge Viana e Binho Marques também foram citados por Edvaldo, que lembrou que há quatro anos o ex-governador aceitou ficar sem mandato para coordenar a campanha da FP, e o gesto atual de Binho, que poderia postular ser candidato à reeleição, mas renuncia ao direito para apoiar o nome do senador Tião Viana. “São dois gestos nobres. O primeiro foi o de Jorge, que não titubeou e ficou sem mandato por quatro anos. E agora é Binho que dá uma demonstração de grandeza”.

Sobre si mesmo, Edvaldo garantiu que se a Frente Popular decidir por indicá-lo não será um pré-candidato ao Senado do PCdoB, mas da Frente Popular. “Candidatura majoritária não se elege, é elegida. Precisa ser abraçada por todos”.

Apoio do PMN

Um vereador do PMN de Plácido, Jorge Aude, que disse que foi ele o abonador da filiação de Sérgio Petecão ao PMN, afirmou que o seu partido continuará com o projeto da FP no município porque entende a necessidade de aprofundar as mudanças no Acre: “Foi eu que abonei a ficha do Petecão quando veio para o PMN. Da mesma forma que discordei do seu rompimento com a Frente Popular e aqui em Porto Acre nós continuaremos marchando juntos”.

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