terça-feira, 6 de abril de 2010

Juruá expulsa famílias de áreas alagadas em Cruzeiro do Sul


A Defesa Civil trabalha de forma intensa para prestar socorro às famílias que tiveram suas casas atingidas pela enchente do rio Juruá. Nesta terça chegou a 15 o número de famílias que tiveram que sair dos bairros que estão inundados.


A Defesa Civil trabalha de forma intensa para prestar socorro às famílias que tiveram suas casas atingidas pela enchente do rio Juruá. Nesta terça chegou a 15 o número de famílias que tiveram que sair dos bairros que estão inundados.

Para alojar as famílias a prefeitura improvisou um abrigo no Salão Cultural Cordélia Lima.
Desde o último sábado o nível de água do Juruá se mantém acima da cota de transbordamento que é de 13 metros. Nesta segunda-feira chegou aos 13m47cm. A cheia mobilizou o Corpo de Bombeiros que permanece com uma equipe de prontidão para a remoção das famílias dos locais de risco atingidos pela enchente.

As primeiras famílias tiveram que sair de casa no domingo. Moradores de cinco casas dos bairros Cruzeirinho Velho e Cruzeirinho Novo e da comunidade Boca do Moa foram levadas para o Salão Cordélia Lima. Na segunda-feira mais 10 famílias foram removidas.

No abrigo improvisado elas recebem alimentação, assistência médica e estão sendo providenciados colchões para através da Secretaria Municipal de Assistência Social. Nesta terça-feira, uma equipe de agentes de endemias realizou a coleta de material para exame da malária e a assistente social do municipio, Suelen Teles, fez um levantamento das necessidades emergenciais de todos que estão no abrigo.

Há anos as famílias que foram levadas ao abrigo enfrentam a rotina de ter que sair de casa durante o período de cheia. A aposentada Luiza Rodrigues, 79, está na mesma situação pela sexta vez. “Minha casa estava com água chegando ao telhado e não dava mais para ficar lá. Trabalhei dois dias para arrumar as coisas para não serem molhadas. Mas, graças a Deus chegou o socorro e aqui estou sendo bem servida” – disse a anciã.

Outras famílias estão levadas ao abrigo nesta terça-feira, mas a previsão é que nos próximos dois dias o volume de água comece a baixar. Informações dão conta de que nos municípios de Porto Walter e Marechal Thaumaturgo já há sinal de vazante.

Mazinho Rogerio
Foto Onofre Brito



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