quinta-feira, 13 de maio de 2010

Aposentada presa acusada de envolvimento com o tráfico alega ser inocente



Agentes da Polícia Federal apreenderam, no dia 14 do mês de abril, 2,3 quilos de cocaína na casa da aposentada Dilmar Rosas a Silva, 69, que mora no Bairro do Formoso. De acordo com a polícia, a droga seria comercializada no mesmo bairro pelo filho da dona da casa, Evandro Rosas da Silva, 31, que foi preso no momento da apreensão.



Agentes da Polícia Federal apreenderam, no dia 14 do mês de abril, 2,3 quilos de cocaína na casa da aposentada Dilmar Rosas a Silva, 69, que mora no Bairro do Formoso. De acordo com a polícia, a droga seria comercializada no mesmo bairro pelo filho da dona da casa, Evandro Rosas da Silva, 31, que foi preso no momento da apreensão.

A aposentada também foi presa acusada de ser cúmplice do filho na venda da droga. Após 30 dias no presídio, dona Dilmar quebrou o silêncio e solicitou a presença da imprensa para se defender das acusações. Ela nega qualquer envolvimento com o tráfico.

“Nunca fiz isso” foi a primeira frase dita por dona Dilmar na entrevista concedida na última quarta-feira, 12, na Unidade de Recuperação Social Manoel Néri da Silva. A aposentada garante que não sabia que o filho havia guardado cocaína na casa onde ela mora e ficou surpresa com a chegada dos policiais que invadiram e encontraram a droga em um quarto que estava de porta trancada.

“Eu havia acabado de chegar do Hospital quando eles chegaram e pediram a chave, chamei o meu filho e ele entregou a chave foi quando eles encontraram a droga dentro do quarto. Mas eu não sabia que tinha droga lá” – alegou a idosa que ainda comentou que antes de ser presa, havia visitado a delegacia apenas para desmentir o filho, em uma vez que foi preso e tentava enganar a polícia dizendo que era menor de idade.
Dona Dilmar confessou que tinha conhecimento de que Evandro era traficante, mas que não admitia as atitudes do filho. Segunda ela, no momento da prisão, Evandro teria afirmado para os policiais que sua mãe não tinha nenhuma responsabilidade pela droga e assumiu que era proprietário do entorpecente.

“Tenho minha aposentadoria e não preciso vender droga para viver. Agora me vejo nessa situação. Passei meu aniversário e o pior dia das mães da minha vida na cadeia. Nunca imaginei passar por isso” – desabafou a idosa emocionada com lágrimas no rosto.

O advogado de dona Dilmar, João Tota Filho, disse que acredita na inocência de sua cliente e apresentou um pedido de Liberdade Provisória, mas o pedido foi negado em primeira instância. Agora Tota Filho aguarda o parecer do Tribunal de Justiça do Acre sobre um pedido de Habeas Corpus apresentado esta semana. “Ela não pode pagar pelo crime cometido pelo filho” – contesta Tota.

A aposentada acredita que em breve poderá deixar a cadeia. “Acredito porque sou inocente. Nunca vendi, não uso e não vendo droga. Se eu vendesse, não negaria e não estaria aqui chorando todos os dias, faria como as outras que não estão nem ai, fazem é dançar e se divertir aqui dentro. Eu choro por está pagando pelo crime que não cometi” – argumentou dona Dilmar.

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