quinta-feira, 27 de maio de 2010

Comerciantes de Cruzeiro do Sul suspendem transporte de produtos pelo Juruá


As embarcações que trazem produtos de Manaus e Porto Velho para Cruzeiro do Sul por via fluvial já não vão mais navegar pelo rio Juruá neste período de verão da região Amazônica. O volume de água do rio já não possibilita a navegação e os comerciantes estão fazendo o transbordo da mercadoria das balsas maiores para embarcações de menor porte para chegar com os últimos produtos à cidade.


As embarcações que trazem produtos de Manaus e Porto Velho para Cruzeiro do Sul por via fluvial já não vão mais navegar pelo rio Juruá neste período de verão da região Amazônica. O volume de água do rio já não possibilita a navegação e os comerciantes estão fazendo o transbordo da mercadoria das balsas maiores para embarcações de menor porte para chegar com os últimos produtos à cidade.

Os comerciantes de Cruzeiro do Sul tiveram que aproveitar ao máximo o período de inverno para montar o estoque de produtos pesados, como cimento, ferro e outros que têm uma logística mais favorável através do transporte fluvial. No entanto, nesse momento o volume de água do Juruá já não permite que as balsas viajem com muita carga e os comerciantes já encontram dificuldades para trazer a mercadoria das últimas viagens deste período de inverno.

Não há mais quem se arrisque em deixar o Porto de Manaus ou Porto velho com balsas carregadas para Cruzeiro do Sul. As últimas embarcações deixaram a capital do Amazonas, no início deste mês e a maioria ainda não conseguiu chegar ao destino. Devido à grande quantidade de produtos que trazem, as balsas que têm calados de 3 metros, não passam em alguns locais entre as cidade de Ipixuna e Guajará e para que os produtos cheguem a Cruzeiro do Sul, parte da carga é transferida para embarcações menores.

“O verão este ano começou mais cedo do que em anos anteriores e tornou a navegação mais difícil nesse momento. Por isso, existe a necessidade de fazermos o transbordo que torna o transporte mais caro para que esses produtos cheguem a Cruzeiro do Sul” – revelou o empresário Tião Cameli, proprietário da maior loja de materiais de construção da cidade.

A boa notícia para os consumidores é que os depósitos das lojas de materiais de construção estão abastecidos para um longo período e não deve haver desabastecimento com em anos anteriores. Só na loja do empresário Tião Cameli, o estoque de cimento, que é um dos produtos que sempre se torna escasso no verão, é de 40 mil sacas.

Segundo o comerciante, o objetivo é manter o preço mesmo no período de verão e se for preciso, a solução é trazer pela estrada. “Sabemos que existem muitas obras sendo executadas e muitos materiais vão ter uma venda mais elevada. Mas temos um estoque suficiente para atender a demanda. Agora, caso seja necessário, faremos o transporte pela estrada que já oferece condições de trafego” – assegurou Tião.

Mazinho Rogerio

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