sábado, 1 de maio de 2010

Coordenador Nacional do MORHAN visita Cruzeiro do Sul para discutir sobre indenização filhos de hansenianos


O Coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase – MORHAN, reuniu –se nesta quarta-feira, (28), com os filhos que foram separados do convívio de seus pais, em função da política de isolamento compulsório para pessoas com hanseníase nas décadas passadas. No encontro foram feitos os formulários de coleta com os dados dos filhos que irão receber indenizações.

O Coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase – MORHAN, reuniu –se nesta quarta-feira, (28), com os filhos que foram separados do convívio de seus pais, em função da política de isolamento compulsório para pessoas com hanseníase nas décadas passadas. No encontro foram feitos os formulários de coleta com os dados dos filhos que irão receber indenizações.

São mais de 2.200 cadastros já feitos no Brasil. Em Cruzeiro do Sul mais de 300 pessoas foram separadas de seus pais em função da política de isolamento compulsório. Eduardo Ferreira da Silva falou sobre a separação que sofreu ainda pequeno. “Eu fui levado para o Educandário sem saber que tinha pai nem mãe. Fui levado para Rio Branco, hoje moro com o Flaviano Schneider que é meu responsável, mas eu nunca tive casa pra morar. Isso dói muito.” -disse o rapaz que teve os pais acometidos pela doença.

Francisco Soriano também foi separado de seus pais, por razão da hanseníase e só depois de muitos anos teve a oportunidade de ver a mãe. “Eu conheci a minha mãe com 11 anos, quando eu a vi perguntei se era a minha mãe. Foi um encontro emocionante. Agora mantenho contato com ela sempre. Quando ela receber a indenização do MORHAN eu vou fazer uma casa de alvenaria para ela”.

O Coordenador Nacional do MORHAN, Artur Custódio, explicou que vinda a Cruzeiro do Sul foi com "o objetivo de discutir e informar a essas pessoas que foram separadas e isoladas de seus pais, sobre a indenização que elas têm direito. Nós estamos fazendo um cadastro nacional porque elas têm direito também a um apoio” - ressaltou.

A causa conta com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil-OAB e uma série de autoridades. “Isso é uma forma de reconhecimento a essas pessoas que foram criadas longe da suas famílias” – conclui o coordenador.

Kattiúcia Silveira


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