terça-feira, 18 de maio de 2010

Entrevista: Deputado federal Henrique Afonso


O deputado federal Henrique Afonso (PV/AC), concedeu entrevista a imprensa no mês de fevereiro, afirmando que se não fosse candidato ao Senado não iria lançar outra candidatura. Mas, ele não contava com a reação de simpatizantes que não consideram sobre nenhuma hipótese sua saída da política.


O deputado federal Henrique Afonso (PV/AC), concedeu entrevista a imprensa no mês de fevereiro, afirmando que se não fosse candidato ao Senado não iria lançar outra candidatura. Mas, ele não contava com a reação de simpatizantes que não consideram sobre nenhuma hipótese sua saída da política.

Afonso é um dos deputados federais mais atuantes, norteou seu mandato para a defesa da vida, dos menos favorecidos e da educação da juventude. A implantação do Ceflora e a ampliação do Campus da Ufac, em Cruzeiro do Sul, por exemplo, são marcas do empenho do deputado.

E agora deputado Henrique Afonso, qual sua posição hoje?

Henrique Afonso - Agradeço muito as manifestações vindas de todo o estado de apoio à minha pré-candidatura ao Senado. O incentivo de populares, militantes de diversos partidos, de vários segmentos de movimentos sociais e igrejas é que me motivaram a colocar meu nome à disposição. Entretanto , o fórum de decisão sobre a candidatura é o colegiado dos partidos que compõem a Frente Popular do Acre - FPA.

O meu nome não tinha apoio da maioria, ao contrário do deputado Edvaldo Magalhães, nome escolhido e que tem nosso respeito. Eu havia conversado com minha família e a posição era aquela da entrevista. Quando eu e dirigentes do PV anunciamos a retirada do meu nome do debate do Senado, o Governador Binho, o Senador Tião Viana, o Ex-Governador Jorge Viana e outras lideranças da FPA insistiram para que eu permanecesse no cenário político e continuasse a qualificar a representação do Acre no Congresso. Avaliei com minha família, com apoiadores, assessores, e concluímos que precisamos continuar a trabalhar pelo Juruá, pelo Acre como um todo.



O senhor é conhecido como um dos parlamentares que mais trabalhou pelo Juruá. Teve iniciativa de articular projetos importantes como a Universidade da Floresta, Ceflora, CAPS, além de apoio em áreas diversas às prefeituras, Governo do Estado, aos trabalhadores rurais. Pesou na sua decisão o risco de não continuação destes projetos?

Henrique Afonso - Depois da declaração que dei que não iria me candidatar se não vingasse a pré-candidatura ao Senado, fui "bombardeado", no bom sentido, por diversos segmentos da educação, da saúde, trabalhadores rurais, lideranças cristãs, que expuseram a importância da continuação do nosso trabalho para conquistar mais ainda melho rias e recursos, principalmente para o Juruá, porque cada ano aloco em torno de 70 a 80% das minhas emendas ao
Orçamento Geral da União - OGU para os municípios desta região.

Tem também a luta que estamos encampando pela autonomia do Campus Ufac/Floresta, a campanha e os projetos em defesa da vida e da família, tudo isto poderia ser comprometido por mais que outros parlamentares pudessem "apadrinhar" tais projetos. Mas, certamente a gente que planta a semente é que se preo cupa mais em regá-la. Como sou um homem público, tenho que ceder à vontade popular.

Uma das marcas de sua trajetória política e de suas campanhas é a desvincu- lação com poder econômico, muitas vezes decisivo na vitória de alguns candidatos. Isto não pode comprometer sua releeição?

Henque Afonso - Primeiro, eu só estarei candidato de fato e oficialmente a partir de julho. Até lá estou pré-candidato à reeleição. Depois, os apoiadores e os eleitores me fizeram assumir dois mandatos de deputado federal por acreditarem na minha capacidade de trabalho e meu compromisso com as pessoas mais desprovidas, mais excluídas, principalmente do Juruá. Vim de uma família humilde e assim caminhei na política.

Mesmo que este ano seja de uma concorrência forte com pré-candidatos em situação mais favorável do ponto de vista financeiro, vou oferecer de novo minha disposição de trabalho. Quem vai decidir se é importante eu retornar ao Congresso são os eleitores. Eles é que vão avaliar meu trabalho e decidir.

Com quem o senhor vai caminhar para a presidência do Brasil, sendo que o PV faz parte da FPA, cujos partidos vão apoiar a pré-candidata do PT, Dilma Roussef?



Henrique Afonso
- O PV foi o primeiro partido que se juntou ao PT para fundar a FPA. Tem contribuído com todos os mandatos da FPA no Governo do Acre. A Senadora Marina Silva foi umas das lideranças que mais ajudou a construir este projeto. Eu milito na FPA desde o início da minha carreira política.

O projeto é maior do que as pessoas que o integram. Apoiaremos a chapa majoritária da FPA porque temos responsabilidade com a continuação deste projeto que vem dando certo. Entretanto, o PV tem pré-candidatura própria à Presidência com a Senadora Marina Silva porque entendemos que é possível avançarmos mais nas políticas públicas e aumentar a inclusão social, econômica, cultural.

Os mandatos do Governo Lula não vêm acompanhando a necessidade mundial de inserir com mais seriedade e responsabilidade o componente ambiental nas políticas públicas. É um orgulho para os acreanos termos uma pré-candidata com "ficha limpa", isto é, uma pessoa pública que prima pela ética, pela responsabilidade social e ambiental na aplicação das políticas. A sua pré candidatura qualifica e democratiza mais a disputa, renova nossas esperanças de mudanças.



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