terça-feira, 25 de maio de 2010

INCRA entra em acordo e produtores desocupam sede do órgão em Cruzeiro do Sul


Cerca de 50 agricultores que montaram acampamento na Unidade Avançado do INCRA, em Cruzeiro do Sul, na manhã de segunda-feira, 24, desocuparam as instalações do órgão federal na manhã desta terça, 25. Os produtores rurais se manifestaram para exigir agilidade no processo de desapropriação de uma área de terra para que possam morar e desenvolver a agricultura familiar. O movimento dos trabalhadores rurais foi suspenso após a assinatura de um documento que dá a garantia de que o INCRA vai tornar mais breve a desapropriação da terra e o assentamento das famílias.


Cerca de 50 agricultores que montaram acampamento na Unidade Avançado do INCRA, em Cruzeiro do Sul, na manhã de segunda-feira, 24, desocuparam as instalações do órgão federal na manhã desta terça, 25. Os produtores rurais se manifestaram para exigir agilidade no processo de desapropriação de uma área de terra para que possam morar e desenvolver a agricultura familiar. O movimento dos trabalhadores rurais foi suspenso após a assinatura de um documento que dá a garantia de que o INCRA vai tornar mais breve a desapropriação da terra e o assentamento das famílias.

Os manifestantes já haviam sido assentados pelo INCRA no Projeto de Assentamento Porfílio Ponciano e há quatro anos deixaram o local por falta de estrutura para se manterem na terra, principalmente pelas dificuldades de acesso. Cansados de esperar pela liberação de outra área para se instalarem, os agricultores decidiram fazer a manifestação.

O movimento se encerrou no mesmo dia que teve início. Em uma reunião realizada em Rio Branco, dirigentes da Federação dos Trabalhadores do Acre - FETACRE – e representantes da Superintendência do INCRA, no acre, chegaram a um acordo e através de um documento enviado para a sede de Cruzeiro do Sul, o INCRA se comprometeu em antecipar para o mês de julho a conclusão do processo de desapropriação da fazenda Agro Juruá que estava previsto para o mês de novembro.

“Esse processo se arrastou demais e foi preciso a mobilização dos trabalhadores rurais para que tivéssemos a garantia de que vai sair da Advocacia Geral da União” – disse o presidente da Câmara Municipal de Rodrigues Alves, Darimar Rocha que acompanhou os agricultores.






Ao terem conhecimento do acordo, os agricultores decidiram suspender a manifestação e na manhã desta terça-feira, 25, deixaram a sede do INCRA, com a certeza de que em breve serão assentados em uma área de terra para que possam produzir. “Deixamos a sede do INCRA hoje cientes de que nossa reivindicação foi atendida, Mas, se até o dia 24 de junho a fazenda não estiver desapropriada, vamos voltar e não apenas com os pais com fizemos agora, e sim com crianças, mulheres e todas as famílias que estão morando às margens do Juruá sem ter condições de plantar para garantir a sobrevivência” – avisou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rodrigues Alves, Ruster Batista que liderou o movimento.

“ Estamos satisfeitos em voltar pra casa com essa garantia de que até o dia 24 de julho, que foi o prazo máximo que deram pra gente, para que a terra esteja desapropriada e o INCRA comece a assentar as nossas famílias” – disse o presidente da Sociedade Agrícola do Projeto Porfilio Ponciano, Jonasfah Matos de Souza.

www.vozdonorte.com.br - Mazinho Rogério

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