sexta-feira, 28 de maio de 2010

Polícia Federal explica motivos de prisão de proprietários de farmácias de Cruzeiro do Sul



Durante operação de fiscalização em farmácias de Cruzeiro do Sul, desenvolvida pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, com o apoio da Polícia Federal, três empresários do ramo farmacêutico foram presos. A prisão dos proprietários de três estabelecimentos vistoriados ocorreu na manhã de quarta-feira, 26, no entanto, só nesta sexta-feira, 28, pela manhã, a Polícia Federal divulgou os motivos que levaram ao flagrante dos empresários.


Durante operação de fiscalização em farmácias de Cruzeiro do Sul, desenvolvida pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, com o apoio da Polícia Federal, três empresários do ramo farmacêutico foram presos. A prisão dos proprietários de três estabelecimentos vistoriados ocorreu na manhã de quarta-feira, 26, no entanto, só nesta sexta-feira, 28, pela manhã, a Polícia Federal divulgou os motivos que levaram ao flagrante dos empresários.

A operação denominada Castro, nome do primeiro boticário brasileiro, Diogo Castro, foi desencadeada em vários municípios do Acre com o objetivo de verificar se as farmácias e drogarias estavam cumprindo o que determina a legislação sobre a venda de medicamentos. Em Cruzeiro do Sul a abordagem nos estabelecimentos foi realizada de forma simultânea. Equipes de agentes federais, da ANVISA e da PF, se distribuíram pela cidade e ao mesmo horário iniciaram a fiscalização em todas as farmácias e outros locais que comercialização medicamentos.

Durante a operação, os agentes da Polícia Federal conduziram para a delegacia os comerciantes Romeu Onofre, proprietário da Drogaria Farmaforte, Altemir Resende, da Drogaria Brasil, e Claudinor Onofre, mais conhecido como Nanô, filho da proprietária de uma farmácia localizada na entrada do Bairro da Lagoa. Os três empresários foram autuados em flagrante e, ainda na tarde de quarta-feira, foram encaminhados ao Presídio de Segurança Média, Manoel Néri da Silva.

No dia da prisão a Polícia Federal e a ANVISA se resguardaram do direito de não prestar informações a imprensa sobre a operação. Com isso, gerou uma especulação na cidade pela população ansiosa para saber os fatores que motivaram ao flagrante e vários comentários circulavam de boca em boca. Mas, na manhã desta sexta-feira, 28, o delegado José Roberto Perez, da Polícia Federal, esclareceu os fatos.

Segundo o responsável pela chefia da Polícia Federal em Cruzeiro do Sul, nas três drogarias várias situações foram constatadas em desacordo com a legislação que são consideradas crimes. “Nós constatamos a venda de remédios falsificados, remédios sem o registro da ANVISA, remédios contrabandeados e remédios controlados sem o devido controle exigido pela ANVISA. A venda de medicamentos falsificados ou sem o registro implica em pena de reclusão de 10 a 15 anos” – informou Perez.

A Polícia Federal esclareceu que os detalhes da operação não foram divulgados antes para não haver prejuízos na fiscalização que só se encerrou nesta sexta-feira.

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