terça-feira, 8 de junho de 2010

Conselho Estadual de Mulheres realiza reunião para mobilizar a criação do Conselho Municipal de Mulheres em Cruzeiro do Sul


Na manhã desta sexta-feira, (04), no auditório do Ministério Público foi realizada uma reunião para discutir os avanços e desafios quanto aos organismos de mulheres e as formas tratamento das vitimas de violência doméstica e familiar.


Na manhã desta sexta-feira, (04), no auditório do Ministério Público foi realizada uma reunião para discutir os avanços e desafios quanto aos organismos de mulheres e as formas tratamento das vitimas de violência doméstica e familiar.

O objetivo da reunião é mobilizar os municípios para criação dos conselhos municipais de mulheres e do organismo da coordenadoria municipal de mulheres. No Acre somente três municípios possuem conselho municipal de mulheres. Essa reunião será realizada em todos os municípios do estado para conscientizar sobre a criação dos conselhos.

De acordo com a delegada e membro do conselho estadual da mulher, Wânia Lilia, é de grande importância a criação dos conselhos nos municípios. “É de grande importância a criação dos conselhos municipais de mulheres e da coordenadoria ou assessoria municipal de mulheres que é um órgão que vai fazer parte da estrutura do município e vai atender exclusivamente as mulheres. É importante porque vai viabilizar parcerias com o Governo Federal para tratar dessa área da mulher e para que a sociedade esteja mais unida para debater esses assuntos”.

O intuito da criação dos conselhos é ajudar a reeducar o homem e amparar as mulheres nos casos de violência. “Nós temos que ter um novo olhar para esse homem, lembrar que ele geralmente é o companheiro que a mulher tem e ela quer continuar com ele, a prisão não vai resolver a situação, então nós temos que evoluir em uma situação que o homem e a mulher vivam respeitando as diferenças sem agressões. Com esses conselhos formados, o homem poderá se reunir com pessoas de bem e conversar e ver o exemplo nessas pessoas que não se deve bater na mulher que se pode resolver a briga. Porque a prisão é o limite, é claro que em casos de homicídios e estupros deve-se ficar preso” – explica à delegada.

Ainda de acordo com a delegada mais de sete mil casos de violência contra a mulher estão tramitando no judiciário em Rio Branco. “A cada 15 segundo uma mulher sofre agressão e a cada dois dias uma é assassinada na maioria das vezes pelo seu parceiro. Em Rio Branco mais de sete mil casos estão tramitando no judiciário esse são os números que chegam lá e na delegacia, sabemos que a violência muitas vezes fica em quatro paredes pessoas não vão por vergonha, por medo, foram ensinadas a ficar caladas e não expor os seus problemas, mas cada um de nós tem esse papel de denunciar porque o silêncio leva cada vez mais a violência” - conclui.

Kattiúcia Silveira

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