quinta-feira, 17 de junho de 2010

IML realiza exumação de cadáver de criança para investigação de possíveis erros médicos



desta quinta-feira (17), no Cemitério São João Batista, em Cruzeiro do
Sul, a exumação do cadáver de um menino de 8 meses de idade que
morreu no dia 6 do mês de maio no Hospital do Juruá.


Mazinho Rogerio
Fotos Aureo Neto


Médicos legistas do Instituto Médico Legal do Acre realizaram na manhã
desta quinta-feira (17), no Cemitério São João Batista, em Cruzeiro do
Sul, a exumação do cadáver de um menino de 8 meses de idade que
morreu no dia 6 do mês de maio no Hospital do Juruá.

O corpo da criança será submetido a exames que comprovem a verdadeira causa da
morte. A polícia investiga denúncias da família de que teria sido
provocada por falha da equipe que realizou o atendimento.

O menino, de nome Eider Silva, deu entrada na unidade de saúde
apenas para ser submetido a uma cirurgia no braço e, de acordo com a
mãe, Ceildes Silva, logo após sair da sala de cirurgia, seu filho
tomou a medicação e começou a passar mal. Em seguida começou a inchar.

“A partir da medicação ele não mamou mais, só chorando e não conseguia
dormir. Meio dia fizeram outra medicação e foi aí que ele ficou pior
e começou com cansaço. Já à noite foi que a enfermeira me levou ao
Pronto Socorro e disse que meu filho estava morrendo” – contou.

No dia seguinte, a dona de casa procurou o Ministério Público e
apresentou denúncias contra a equipe médica que atendeu a criança. Os
promotores encaminharam o caso para a Delegacia Geral de Polícia e o
delegado Elton Fultigami instaurou inquérito para apurar se houve ou
não falha nos procedimentos de atendimento ao menino.

De acordo com Futigami, a exumação do cadáver se fez necessária em
razão de que a Certidão de Óbito, emitida pelos médicos, aponta que a
causa da morte era desconhecida. “Assim é que vamos puder identificar
qual a causa da morte. A partir daí, juntamente com os documentos
obtidos pelo hospital, é que poderá ser indiciada a equipe médica que
atuou no dias dos fatos podendo responder por homicídio culposo e
ainda ter pena agravada por mais um terço por falta de observância de
regras técnicas e profissionais em relação à vítima” – esclareceu o
delegado.

A mãe da criança esteve no cemitério para acompanhar a exumação do
corpo do filho e entrou em desespero ao lembrar-se da criança. “Perdi
o bem querer da minha vida que nunca mais eu vou ter de volta” –
desabafou em prantos.

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