quarta-feira, 30 de junho de 2010

Rádio de Cruzeiro do Sul perde Capitão Mário e Braz Ribeiro


A cidade de Cruzeiro do Sul perdeu esta semana dois de seus radialistas mais queridos. O jornalista, Braz Ribeiro, morreu no último domingo (27), vítima de infarto e, nesta segunda-feira (28), aos 89 anos de idade, faleceu o locutor Mário de Oliveira, o Capitão Mário que durante muitos anos levou as informações esportivas da região através das ondas do rádio. Os dois comunicadores trabalharam durante longos anos na Rádio Verdes Florestas.


A cidade de Cruzeiro do Sul perdeu esta semana dois de seus radialistas mais queridos. O jornalista, Braz Ribeiro, morreu no último domingo (27), vítima de infarto e, nesta segunda-feira (28), aos 89 anos de idade, faleceu o locutor Mário de Oliveira, o Capitão Mário que durante muitos anos levou as informações esportivas da região através das ondas do rádio. Os dois comunicadores trabalharam durante longos anos na Rádio Verdes Florestas.

José Braz Ribeiro chegou a Cruzeiro do Sul na década de 80, motivado por um Programa de Assentamento de Produtores Rurais, promovido pelo Governo Federal, que trouxe ao Acre centenas de famílias de outras regiões do país que se instalaram no Projeto Santa Luzia. Vindo de Minas Gerais, o agricultor cumpriu uma missão religiosa e sempre se manteve direcionado para colaborar com as atividades da Igreja Católica.

A dedicação às obras da igreja proporcionou ao mineiro que adotou a cidade de Cruzeiro do Sul para criar os filhos, um bom relacionamento com os dirigentes católicos e foi pela amizade com o Padre Eriberto, que Braz Ribeiro chegou ao rádio. Convidado para apresentar um programa voltado para evangelização teve participação efetiva durante 10 anos na Rádio Verdes Florestas.

Além da parte religiosa, Braz Ribeiro se profissionalizou na área de jornalismo e cumpria a missão de buscar as notícias de interesse da população nas comunidades, ao mesmo tempo em que apresentava o Programa Cidade em Revista. Tornou-se popular pelo dito “relógio que atrasa não adianta”, frase que pronunciava todos os dias na abertura do programa.

Há cinco anos, assim que teve direito a aposentadoria, o jornalista decidiu deixar a cidade de Cruzeiro do Sul e foi morar em Boa Vista, capital do Estado de Roraima, onde faleceu no último domingo. Sua morte foi repentina. De acordo com os filhos que ainda moram em Cruzeiro do Sul, há um mês ele havia sido hospitalizado, mas os médicos concluíram que o problema era uma infecção e com os medicamentos indicados ainda chegou a se recuperar. Mas, neste domingo, Braz Ribeiro foi vitima de um infarto fulminante que tirou sua vida.

O capitão Mário de Oliveira também deixa saudades para os rádiouvintes do Juruá. Há muitos anos o militar da reserva que adotou a comunicação através do rádio como seu principal ofício, apresentava problemas de saúde que se agravaram nos últimos meses e acabaram com a vida do professor sabe tudo, como era chamado em um dos programas que apresentava na Rádio Verdes Florestas.

Natural do Estado do Rio de Janeiro, Mário de Oliveira veio em missão para o Acre e se apaixonou pela cidade de Cruzeiro do Sul ao ponto de decidir morar aqui durante o restante de sua vida. Assim que deixou a vida militar e entrou para a reserva do Exército, ele foi convidado para gerenciar a Rádio Nacional e ainda chegou a sair de Cruzeiro do Sul para coordenar a estatal em outros estados, mas, por decisão particular, resolveu voltar e aqui ocupou espaço durante 20 anos na Rádio Verdes Florestas.

Em um de seus programas, o capitão criou a figura do Professor Sabe tudo que decifrava os sonhos dos ouvintes. Todos os dias o público escrevia ao programa contando o que havia sonhado durante a noite e solicitava que o Professor explicasse o significado. As explicações do capitão, muitas vezes serviam como conselho para seus ouvintes. Em outros casos, o professor aproveitava para descontrair e colocava uma pitada de humor nas respostas às correspondências.

Capitão Mário também contribuiu para o desenvolvimento do esporte da segunda maior cidade acreana. Por muito tempo apresentou, também na rádio Verdes Florestas, o programa Hora do Esporte em que informava às comunidades de todos os eventos esportivos da região. Muito crítico, o capitão cobrava a inclusão de uma equipe de Cruzeiro do Sul no Campeonato Acreano de Futebol. De tanto insistir, ainda teve oportunidade de viver para presenciar as primeiras participações do Náuas no Estadual. Sua morte aconteceu na casa da família, na Avenida 25 de Agosto. Ele deixou uma filha e a esposa.

As histórias de cada programa e o legado desses dois homens, exemplos de cidadãos que chegaram e deixam seus nomes gravados na memória dos cruzeirenses, vão ficar para sempre na lembrança dos amigos, como do diretor da Radio verdes Florestas, Graci Rezende, que conviveu por longos anos com o Capitão Mário e Braz Ribeiro. “Foram exemplos de profissionais responsáveis, dedicados e que sempre procuraram preservar a moral e a ética em tudo que fizeram” – lembra o colega.

Um comentário:

Antonio Carlos Sampaio disse...

E bom lembrar que em seus últimos dias de vida, o saudoso Capitão Mário teve sua casa invadida por bandidos armados que são pagos pelo povo, não respeitando sua idade, e seu estado de saúde, onde chegaram até a apontar armas para o mesmo, pela simples suspeita de um Delegado Prepotente que so gosta de aparecer e estar na midia, e que e cercado por vários policiais que não tem honra e nem caráter pra vestirem a farda de policias, pois alguns são corruptos e outros são usuários de droga. Sua esposa a Didi sempre teve uma atuação em armonia com o pais visinho, sempre foi investigada pela própria Policia Federal que nunca acharam nada que viesse abalar sua honra e sua moral e pelo simples fato de receber uma ligação de um traficante que queria comprar dolar, foi execrada tanto pela policia como pela própria imprensa, e pós numa situação vexatória esse cidadão de bem, que tanto contribuiu para a sociedade cruzeirense, através de sua formação militar e de suas atuações na comunicação com os desportitas da região do juruá. Crédito aqui a responsabilidade da morte do Capitão Mário, a Policia Civil e parte da imprensa que so escreve uma versão, e que não atua como uma imprensa investigativa para nesses casos, aliviar a vergonha por que passam certas pessoas ao terem suas vidas expostas ao ridículo, e muitas vezes sem dever nada a justiça.