segunda-feira, 12 de julho de 2010

Câmara de Vereadores realiza sessão para debater decisão do Ministério Público de fiscalizar pontos de venda de gás de cozinha




Na manhã desta sexta-feira (09), na Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul foi realizada uma Sessão para debater a decisão do Ministério Público sobre a venda de gás de cozinha. Os vereadores apoiam um movimento dos empresários, liderado pela Associação Comercial, com a adesão do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cruzeiro do Sul, que tem como finalidade chegar a um acordo com a Promotoria dos Direitos Difusos e Coletivos para que os comerciantes possam manter os pontos alternativos de venda de gás de cozinha nos bairros de Cruzeiro do Sul.




Na manhã desta sexta-feira (09), na Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul foi realizada uma Sessão para debater a decisão do Ministério Público sobre a venda de gás de cozinha. Os vereadores apoiam um movimento dos empresários, liderado pela Associação Comercial, com a adesão do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cruzeiro do Sul, que tem como finalidade chegar a um acordo com a Promotoria dos Direitos Difusos e Coletivos para que os comerciantes possam manter os pontos alternativos de venda de gás de cozinha nos bairros de Cruzeiro do Sul.

O objetivo da reunião foi fazer um documento para ser encaminhado para a Assembléia Legislativa, ao Ministério Público Estadual, ao Governo do Estado e ao Executivo de Cruzeiro do Sul para que as revendedoras de botijas possam vender nas gaiolas, após efetuarem sua regularização.

O presidente da Câmara de Vereadores, Gilvan Freitas, falou a respeito da reunião. “Nós não estamos aqui para medir forças com o Ministério Público Municipal, temos que respeitar o Ministério Público, mas temos que expor as nossas necessidades. Moramos numa região diferenciada e não podemos voltar ao tempo em que fazíamos fila para comprar gás. E eu, em nome das pessoas mais carentes, em nome daquelas pessoas que moram na zona rural de Cruzeiro do Sul, quero pedir aos empresários que eles continuem a vender nas gaiolas, porque nós vamos de forma pacifica encontrar soluções para esse problema”.

Na Segunda feira, (05), três comerciantes foram presos por não estarem regularizados. O depósito funcionava sem alvará, laudo do Corpo de Bombeiros e sem a autorização da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Segundo o dono do depósito, Vandson Silva de Souza, conhecido como Ligeirinho, ficou impressionado com a forma em que foi detido. “Estava todo mundo trabalhando normal e de repente apareceram vários policiais. Polícia Federal, Força Armada, Polícia Civil eu cheguei a pensar que eles iam prender alguém ali por perto. Eu não sei se ele tem essa autoridade, mas o promotor chegou sem nenhuma intimação e já foram entrando. Minha esposa já começou a ficar nervosa e a chorar foi muito complicado. Então eles falaram que era por causa do gás. Há uns dois anos atrás eu fui me informar sobre essa regularização nos bombeiros e eles falaram que eu podia continuar trabalhando que, quando eles fossem começar a cobrar a lei, me avisariam antes. Mas não foi o que aconteceu. Fiquei surpreso com tudo isso”.

O Presidente da Associação Comercial, Marcos Vinicius, falou a respeito do posicionamento dos comerciantes em relação à decisão do Ministério Público. “Em nenhum momento nós estamos defendendo a ilegalidade. Como houve essa operação e nas demais operações que tiveram, o que nós queremos é que as pessoas sejam razoáveis, porque na lei existe o principio da razoabilidade. Queremos que as autoridades sejam razoáveis e dêem um prazo para as pessoas se adequarem as regras. Isso é um direito que todo cidadão tem”.

De acordo com o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cruzeiro do Sul, João Silva do Nascimento, o Todo Feio, a população rural será uma das mais prejudicadas com a proibição da venda de gás nas gaiolas. “Vocês já imaginaram o que é retirar as gaiolas de vendas de botijas de gás da Zona Rural para uma pessoa que muitas vezes viaja dois, três dias para chegar a Cruzeiro do Sul? Como se não bastasse que eles precisam se deslocar para comprar comida na cidade e agora mais a botija que eles vão ter que levar nas costas. Eles dizem que é perigoso, os comerciantes que levam de 15 a 20 minutos transportando em um caminhão, perigoso é levar dentro de um caminhão, exposto ao sol e cheio de pessoas junto. Nem madeira nós podemos usar como lenha porque é proibido, agora eles querem tirar o gás. Nós vamos acabar ter que comer cru!” - protestou.


Kattiúcia Silveira


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