quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Nova operação de guerra à proliferação da dengue



Estado e município vão contratar novos agentes para enfrentar epidemia da doença

Tião Maia

Pelo menos 200 novos agentes de endemias devem ser contratados em concurso público e outros 200 em caráter emergencial pela Prefeitura de Rio Branco para enfrentar uma possível nova incidência de dengue na Capital.
Pelo menos 200 novos agentes de endemias devem ser contratados em concurso público e outros 200 em caráter emergencial pela Prefeitura de Rio Branco para enfrentar uma possível nova incidência de dengue na Capital. A decisão foi tomada ontem durante uma reunião entre o governador eleito Tião Viana e o prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, com os secretários de Saúde do Estado e do Município, além de um grupo de agentes de endemias. Todos buscavam estratégias para enfrentar a doença nos próximos meses, quando começa a chover na região e a incidência de águas armazenadas contribuem para proliferação das lavas do mosquito transmissor.

Tião Viana participou da reunião sobretudo como médico infectologista e pesquisador de doenças tropicais, procurando, com sugestões e informações, contribuir para as estratégias de combate à doença. “É claro que, como senador, no resto do mandato que ele tem a cumprir até a posse como governador do Estado, ele ainda pode nos ajudar muito em busca de recursos junto ao Ministério da Saúde para fazermos frentes às despesas que uma nova campanha de com bate à doença certamente trará ao município”, disse o prefeito Raimundo Angelim.

Uma das estratégias, de acordo com a secretária municipal de saúde em exercício, enfermeira Adriana Cristina Evangelista, será a contratação de pessoal. “Por orientação do prefeito, devem ser contratados 200 novos agentes através de concurso público, num processo seletivo mais demorado, e pelo menos outros 200 em caráter emergencial”, disse a secretária. “É que a gente sabe que, em caso de concurso, as coisas costumam demorar um pouco. Como o mosquito não espera, nós vamos correr para fazer também as contratações emergenciais. O governador Binho Marques está muito preocupado com isso e nos determinou a ajudar a Prefeitura no que for possível”, disse o secretário estadual de saúde, Osvaldo Leal.

A preocupação do atual governador, do futuro governador, do prefeito e dos secretários de saúde do município e do Estado não é por acaso. Números do Estado e da Prefeitura apontam para uma possível epidemia da doença este ano. De acordo com os números, no ano passado, nesta época do ano, o número de notificação de casos da doença eram da média de 40 a 50 casos por mês. “Este ano, no mesmo período, já chegamos a média de 200 casos e daí a nossa preocupação”, disse Osvaldo Leal.

De acordo com as autoridades de saúde, a contratação dos novos agentes de endemias para percorrerem toda a cidade em busca da conscientização da sociedade no combate à doença é necessária porque a constatação de que quase a totalidade dos focos do mosquito de são em “nível de solo” – ou seja, em cisternas, caixas d’agua e outras vasilhas utilizadas para a captação de água potável. “Isso está acontecendo por causa da estiagem que reduziu o abastecimento de água. Como as pessoas tiveram que recorrer a esses meios para recolher a água, essas vasilhas, assim como as cisternas e as caixas d’agua, estão sendo utilizadas para a proliferação vetorial”, disse o secretário de saúde. “Nós vamos nos preparar para um intenso combate ao problema”, acrescentou Leal.

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