quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Petecão lamenta morte de Jorge Kalume

Petecão lembrou que, muito provavelmente, Kalume era o político vivo que ostentava o mais diversificado currículo do Estado (ex-governador, senador, deputado federal, prefeito e vereador), o que demonstra sua importância no cenário político acreano durante as décadas. Para Petecão, Kalume, por muito tempo, simbolizou a direita que sustentou o regime militar e defendeu o desenvolvimento e integração da Amazônia até por razões estratégicas.”Kalume foi um defensor incansável da integração do Acre com o resto do Brasil”, disse.

De acordo com Petecão, em toda sua carreira política Kalume soube se renovar e adaptar-se aos novos tempos, passando dos anos de ditadura à redemocratização sempre preocupado com o espaço que o Acre pudesse conquistar junto às autoridades federais. ”Testado nas urnas, Kalume sempre demonstrou sua popularidade junto à população”, disse Petecão. E lembrou que no Congresso Nacional o nome de Kalume sempre foi diretamente associado ao Acre, o que mostra a simpatia e respeito que gozava no meio político”.O senador eleito falou ainda que a morte de Kalume pode ser considerada um divisor de águas na história política acreana, ”já que foi um dos últimos representantes da geração política que viu o Acre nascer como Estado”.

Petecão afirmou que o desaparecimento de figuras do porte de Jorge Kalume dá uma responsabilidade ainda maior a nova geração política do Estado.”Com toda a certeza, os novos representantes populares devem se espelhar no que existiu de melhor nestes homens, que dedicaram a maior parte de suas vidas ao Acre e sua gente”.

Kalume ia fazer 90 anos no próximo dia 3 de dezembro e morreu na terça-feira de insuficiência cardiorespiratória em sua residência no Lago Sul,em Brasília. O enterro aconteceu ontem mesmo na capital federal, no Cemitério Campo da Esperança. Para Petecão, Kalume deverá ser lembrado pelo seu jeito simples e incansável bom humor que conquistou muitos amigos pela vida afora.”Além de seu modo de fazer política, sempre em contato direto com o eleitor, o que lhe rendeu uma enorme empatia com toda a população”.

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