terça-feira, 26 de outubro de 2010

TJ E MPE CONTINUAM COM PROJETO DE JURI POPULAR EM ESCOLAS DE CRUZEIRO DO SUL

O julgamento ocorre por meio de júri popular na escola de ensino médio Dom Henrique Ruth. Centenas de alunos participam da experiência. Eles podem fazer perguntas ao juiz de direito e ao promotor de justiça, além de conhecer como funciona um júri popular.

Dayana Maia
A iniciativa de realizar sessões nas escolas já está em sua quarta é inédita no município e foi proposta pelo promotor Iverson Bueno e o juiz Hugo Barbosa. A cada novo julgamento aumenta o empenho e interesse dos alunos em conhecer melhor a funcionalidade do tribunal de justiça e do Ministério Público. Resultado muito positivo segundo o juiz de direito Hugo Barbosa. “Ouvimos de professores que o comportamento dos alunos melhorou muito depois de terem participado dos julgamentos. Além das questões específicas, durante os intervalos respondemos outros tipos de perguntas, assim também como já tiramos dúvidas de alunos que nos procuraram até mesmo no fórum. Com isso notamos uma maior aproximação das pessoas com o judiciário”.

O Promotor de justiça Iverson Bueno declarou que é pouco o número de pessoas na cidade que sabem que o júri é público. De modo que praticamente não existe a participação da comunidade durante os julgamentos realizados no fórum. Por meio do júri popular nas escolas, a expectativa é que haja uma maior aproximação dos cidadãos com a justiça. “Dificilmente a população tem conhecimento do que acontece nos julgamentos. A partir do reflexo obtido por meio do júri popular nas escolas percebemos que a iniciativa é bastante válida, tanto para incentivar os alunos a praticar a carreira jurídica, quanto sensibilizá-los a cerca da lei, por meio das noções de funcionalidade judiciárias presentes em nosso país, finalizou Bueno.

Para a estudante Alígia Souza,17, o júri possibilitou inúmeras descobertas e importantes experiências, principalmente para sua futura profissão. Ela pretende fazer vestibular para direito. Pretendo ter formação como advogada e considerei muito importante essa atividade porque agora posso decidir com mais convicção se de fato quero seguir a carreira no judiciário.

O julgamento dessa segunda-feira, 25, foi o do agricultor Paulo César. Ele é acusado de ter assassinado Antônio “Peruano”, morto com um golpe de faca na região do peito, durante uma festa de aniversário em uma comunidade no interior do município de Cruzeiro do Sul, há cerca quatro anos.

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