sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Orleir Cameli nega que sua empresa seja favorecida pelo Governo do Estado



Em entrevista concedida a Rádio e TV Juruá, o ex-governador Orleir Cameli criticou matéria recentemente publicada na imprensa da capital, citando a empresa Colorado (de propriedade do empresário), como base de favorecimento de hipotético esquema de superfaturamento envolvendo o governo do estado.



Em entrevista concedida a Rádio e TV Juruá, o ex-governador Orleir Cameli criticou matéria recentemente publicada na imprensa da capital, citando a empresa Colorado (de propriedade do empresário), como base de favorecimento de hipotético esquema de superfaturamento envolvendo o governo do estado.

“Tem uns gaiatos que passam e dão palpite, sem conhecer de perto a obra da BR-364. O sujeito passa e pergunta para o operador: quantos centímetros têm de capa asfáltica? O operador responde: 2,5 cm. Ele não mentiu, acontece que a primeira capa tem 2,5 centímetros nos 9 metros de largura da estrada, sendo colocada apenas para garantir o tráfego. Mas, sobre ela têm a pista de rodagem (07metros), com cerca de 3 centímetros de espessura”, declarou o empresário.

Superfaturamento da BR 364

Sucessivamente mencionada na mídia acreana, como uma obra suspeita de superfaturamento pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Orleir Cameli defendeu a BR-364 e justificou o seu alto custo, afirmando que “as pessoas que não conhecem a Amazônia acham caro R$ 2,5 milhões para cada quilômetro. Essa obra tem que ser analisada, não pelo seu comprimento, mas pela altura necessária para se colocar a pista de rodagem”, enfatiza.

Segundo Orleir Cameli, o boato de que a BR-364 “nunca ficará pronta” não passa de manifestações pessimistas, ligadas ao desconhecimento da realidade. “Agora faltam cerca de 90 quilômetros. Se em 2011 tivermos o mesmo verão deste ano a BR fica pronta por completa, incluindo as pontes que também estão sendo construídas”, afirmou.

Orleir Cameli nega indiscutivelmente que sua empresa esteja sendo favorecida pelo atual Governo do Estado. “ Em todo o processo, passamos por licitações. Em alguns casos conseguimos oferecer R$ 10 milhões mais em conta do que o custo da planilha apresentada”, destaca.

Ao final da entrevista, o empresário assegurou que é desejo da classe empresarial cruzeirense que a estrada seja concluída, desmistificando a ideia de que os empresários são contra a conclusão da rodovia.

“Só se o empresário não for bom das ideias. Hoje, um empresário de Cruzeiro do Sul tem que trabalhar com um capital de giro que inclua o seu estoque, o que está na balsa em viagem, e o que ainda vai comprar. Com a estrada isso não vai ser mais necessário”, finalizou.

Dayana Maia

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