terça-feira, 6 de abril de 2010

Jovem é condenado a 10 anos de reclusão por homicídio cometido no Carnaval de 2008


Robson Gomes da Silva sentou o banco dos réus nesta segunda-feira, 05, para ser julgado pelo homicídio de Arão da Silva Júnior ocorrido em 4 de fevereiro de 2008. O rapaz foi condenado e sentenciado a 10 anos de reclusão em regime fechado, sem direito de responder em liberdade.

Mazinho Rogerio
Foto Aureo Neto


Robson Gomes da Silva sentou o banco dos réus nesta segunda-feira, 05, para ser julgado pelo homicídio de Arão da Silva Júnior ocorrido em 4 de fevereiro de 2008.
O rapaz foi condenado e sentenciado a 10 anos de reclusão em regime fechado, sem direito de responder em liberdade. Devido à reforma que está sendo feita no Salão do Tribunal do Júri em Cruzeiro do Sul, o julgamento de Robson foi realizado no auditório da Escola de Ensino Médio Dom Henrique Ruth e contou com a presença de estudantes que foram convidados para assistir a sessão.

O réu aguardava o julgamento preso na Unidade Recuperação Social Manoel Néri da Silva. Ele foi levado ao presídio no dia seguinte ao crime. De acordo com o inquérito policial, Robson teria discutido com a vítima durante a festa de carnaval na Praça Central da cidade. Após a discussão foi em casa, pegou uma faca e atingiu Arão sobre o peito esquerdo. A vítima morreu a caminho do Pronto Socorro e o responsável foi preso duas horas após o crime.

No depoimento perante os jurados Robson confessou que esfaqueou Arão após ter sido agredido com tapas no rosto. O promotor, Iverson Rodrigo Monteiro Bueno, responsável pela acusação, sustentou a tese de que o crime teria sido praticado por motivo fútil e foi a mesma compreensão do Conselho de Sentença que decidiu pela condenação do Réu.

Parte do julgamento foi assistida por turmas de alunos da escola Dom Henrique. O Juiz Hugo Barbosa Torquato Ferreira autorizou a participação dos estudantes e permitiu que tirassem dúvidas relacionadas ao trabalho no Tribunal do Júri.
“Nosso objetivo é proporcionar a oportunidade para que dos estudantes saibam como se desenvolve todo processo e que possam entender que a Justiça é feita com muita responsabilidade. Com isso, aproximamos o Poder Judiciário da sociedade” – disse o juiz que presidiu o julgamento.

O julgamento de Robson se estendeu pela noite. Após a condenação o juiz apresentou a sentença de 10 anos de reclusão pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil.


Juruá expulsa famílias de áreas alagadas em Cruzeiro do Sul


A Defesa Civil trabalha de forma intensa para prestar socorro às famílias que tiveram suas casas atingidas pela enchente do rio Juruá. Nesta terça chegou a 15 o número de famílias que tiveram que sair dos bairros que estão inundados.


A Defesa Civil trabalha de forma intensa para prestar socorro às famílias que tiveram suas casas atingidas pela enchente do rio Juruá. Nesta terça chegou a 15 o número de famílias que tiveram que sair dos bairros que estão inundados.

Para alojar as famílias a prefeitura improvisou um abrigo no Salão Cultural Cordélia Lima.
Desde o último sábado o nível de água do Juruá se mantém acima da cota de transbordamento que é de 13 metros. Nesta segunda-feira chegou aos 13m47cm. A cheia mobilizou o Corpo de Bombeiros que permanece com uma equipe de prontidão para a remoção das famílias dos locais de risco atingidos pela enchente.

As primeiras famílias tiveram que sair de casa no domingo. Moradores de cinco casas dos bairros Cruzeirinho Velho e Cruzeirinho Novo e da comunidade Boca do Moa foram levadas para o Salão Cordélia Lima. Na segunda-feira mais 10 famílias foram removidas.

No abrigo improvisado elas recebem alimentação, assistência médica e estão sendo providenciados colchões para através da Secretaria Municipal de Assistência Social. Nesta terça-feira, uma equipe de agentes de endemias realizou a coleta de material para exame da malária e a assistente social do municipio, Suelen Teles, fez um levantamento das necessidades emergenciais de todos que estão no abrigo.

Há anos as famílias que foram levadas ao abrigo enfrentam a rotina de ter que sair de casa durante o período de cheia. A aposentada Luiza Rodrigues, 79, está na mesma situação pela sexta vez. “Minha casa estava com água chegando ao telhado e não dava mais para ficar lá. Trabalhei dois dias para arrumar as coisas para não serem molhadas. Mas, graças a Deus chegou o socorro e aqui estou sendo bem servida” – disse a anciã.

Outras famílias estão levadas ao abrigo nesta terça-feira, mas a previsão é que nos próximos dois dias o volume de água comece a baixar. Informações dão conta de que nos municípios de Porto Walter e Marechal Thaumaturgo já há sinal de vazante.

Mazinho Rogerio
Foto Onofre Brito